PMSC salva homem que seria executado por facção em Florianópolis: “amarrado pelos pés e pelas mãos”
Conforme a Polícia Militar, o Tático do 22º BPM atendeu uma denúncia e localizou o homem imobilizado no interior de um barraco abandonado na Comunidade Chico Mendes. À guarnição, ele disse que aguardava o retorno dos criminosos com a ordem de sua execução por uma dívida com o tráfico.
Por Equipe Jornal Razão·5 ago 2026·4 min de leitura·Atualizado há 13 dias
Foto: Reprodução
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Amarrado pelos pés e pelas mãos, no chão de um barraco abandonado da Comunidade Chico Mendes, um homem esperava a própria morte. Ele sabia que os criminosos tinham saído dali para buscar uma resposta simples: se a execução estava autorizada ou não. Quem chegou primeiro foi a Polícia Militar.
Denúncia e localização
A ocorrência começou na manhã desta quarta-feira (5), quando a equipe do Tático do 22º Batalhão de Polícia Militar recebeu uma denúncia de que criminosos ligados à organização criminosa PGC estariam carregando uma vítima amarrada, sob ameaça de armas de fogo, pelas ruas da comunidade, no bairro Monte Cristo, região continental de Florianópolis.
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Os policiais responderam de imediato ao chamado e iniciaram o patrulhamento pela área indicada. Foi durante essa varredura que a guarnição localizou o homem no interior de um barraco abandonado, imobilizado pelos pés e pelas mãos, sem conseguir se soltar sozinho.
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Dívida com o tráfico
Em conversa com os policiais, a vítima contou que estava ali aguardando o retorno dos criminosos com a ordem de sua execução. Segundo o relato, o motivo era uma dívida contraída em razão do consumo de drogas dentro da própria comunidade.
Quando a guarnição chegou ao barraco, os envolvidos já não estavam no local. A dinâmica descrita pela vítima indica que o grupo havia deixado o ponto onde ela estava mantida presa justamente para confirmar a decisão sobre o destino dela, prática que se repete em áreas dominadas por facções em Santa Catarina.
O PGC, sigla de Primeiro Grupo Catarinense, é apontado pelas forças de segurança como a principal organização criminosa com atuação no estado, com forte presença em comunidades da Grande Florianópolis, onde impõe regras próprias sobre moradores e usuários de drogas.
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Ação do Tático
A intervenção rápida do Tático interrompeu a sequência antes que ela chegasse ao fim. Na avaliação da corporação, foi a pronta resposta ao chamado que salvou uma vida e frustrou mais uma ação orquestrada pela facção local.
Até o momento, não há informação sobre a identificação ou a prisão dos criminosos que mantinham o homem amarrado. O caso segue em apuração pelas forças de segurança.