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“Vulgo Tonelada”: Batalhão de Choque faz grande prisão em Palhoça após assaltante não conseguir correr

Rodrigo Antunes Macacari, condenado a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em regime fechado, foi capturado na noite de quinta-feira (13) no bairro Caminho Novo e encaminhado ao Presídio Masculino de Florianópolis. Ele ainda responde por tráfico de drogas na comarca.

“Vulgo Tonelada”: Batalhão de Choque faz grande prisão em Palhoça após assaltante não conseguir correr
Foto: Reprodução
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Quando o Batalhão de Choque da Polícia Militar bateu na porta, por volta das 20h de quinta-feira (13), na Rua Salezio Beltrame, no bairro Caminho Novo, em Palhoça, o homem procurado pela Justiça não tinha como correr.

Rodrigo Antunes Macacari, conhecido como Tonelada, natural de Santa Catarina, foi detido e encaminhado ao Presídio Masculino de Florianópolis. Sobre ele pesa uma condenação de 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão, em regime fechado, resultado da soma de duas sentenças feita pela Justiça de Palhoça em julho.

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A conta funciona assim: Macacari cumpria uma pena de um ano por receptação, em regime aberto, trocada por prestação de serviços à comunidade. Aí chegou a condenação pesada, de 15 anos, 9 meses e 18 dias, por roubo com arma de fogo. Com a soma passando de oito anos, o benefício caiu, o regime virou fechado e o mandado de prisão foi expedido.

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O crime que rendeu a pena maior aconteceu em 15 de março de 2020, em Campos Novos. Segundo a Justiça, ele e mais dois homens, armados, invadiram uma residência por volta das 21h e renderam os moradores. O grupo levou um Honda Civic, cerca de R$ 31 mil em espécie, folhas de cheque que somavam R$ 100 mil, joias, notebook, câmera fotográfica, caixas de som, celulares e 16 pares de tênis.

Rodrigo Antunes Macacari e o material apreendido pela Polícia Militar
Rodrigo Antunes Macacari no momento da prisão e o material apreendido pela Polícia Militar na operação de janeiro (Foto: Reprodução JR | Divulgação/PMSC)

Da cela pra UTI, da UTI pra tornozeleira

Em janeiro deste ano, Tonelada já tinha caído no mesmo endereço do Caminho Novo. Uma operação do Batalhão de Choque terminou com a prisão dele e de Jenifer Carla Adriano por tráfico de drogas. Foram apreendidos 437 gramas de crack, 86 gramas de cocaína, 92 gramas de maconha e 20 gramas de haxixe, além de R$ 1.046 em dinheiro, quatro celulares e vários quilos de carne furtada.

Preso na Penitenciária de Florianópolis, ele teria adoecido. A unidade prisional comunicou à Justiça o suposto estado de saúde debilitado do detento, que teria chegado a ficar internado em unidade de terapia intensiva. Com parecer favorável do Ministério Público, a prisão preventiva virou domiciliar, com tornozeleira eletrônica, circulação limitada à residência e saída autorizada apenas pra atendimentos médicos.

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Jenifer também deixou a cadeia. A Justiça revogou a preventiva por ela ser primária, ter trabalho lícito e endereço fixo, e escreveu que era o caso de “dar-lhe um voto de confiança” pra responder ao processo em liberdade, com tornozeleira e circulação restrita à Grande Florianópolis.

A soma que fechou o regime

Em 19 de julho, a 2ª Vara Criminal de Palhoça unificou as penas, converteu a punição de receptação em prisão e fixou o regime fechado, determinando a expedição do mandado. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina com um habeas corpus e chegou a conseguir a suspensão temporária dos efeitos do mandado, sustentando o quadro de saúde do condenado.

A discussão, porém, chegou ao fim na noite de quinta-feira, quando o Batalhão de Choque cumpriu o mandado e o levou ao presídio da Capital.

Agora, caberá ao juízo da execução penal acompanhar o cumprimento da pena e decidir sobre eventuais novos pedidos da defesa ligados à saúde do preso. Ele ainda responde, ao lado de Jenifer, ao processo por tráfico e associação pro tráfico na 1ª Vara Criminal de Palhoça, que segue em andamento.

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