O desaparecimento da cacica Etelvina Fontora, liderança da Terra Indígena Cambirela, na Grande Florianópolis, completa um mês sem respostas. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam, mas até o momento não houve avanços concretos sobre o paradeiro dela.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, as buscas seguem em andamento, porém sem novidades.
A filha da cacica, Indianara Fontora, afirma que a família vive dias de angústia. “Não temos nenhuma notícia”, disse. Etelvina desapareceu no dia 5 de abril e, desde então, não foi mais vista.
Quem é a cacica
Natural de Palhoça, a cacica de 71 anos é do povo Guarani e exercia um papel importante na comunidade, sendo a única liderança feminina da terra indígena. Ela vivia na aldeia e dividia a rotina com o filho, que possui esquizofrenia.
Descrita como uma pessoa tranquila e dedicada, Etelvina levava uma vida simples, cuidando da casa e da família. O caso mobilizou a comunidade indígena e também foi divulgado em redes oficiais, como o programa SOS Desaparecidos, da Polícia Militar.
A filha conta que já fez buscas por conta própria em áreas de mata e até em cachoeiras da região, mas não encontrou pistas. “Acredito que ela saiu por vontade própria, porque alguns documentos e roupas não estavam mais em casa”, relatou.
O desaparecimento foi comunicado às autoridades poucos dias depois. A família registrou boletim de ocorrência no dia 8 de abril.