Valdemar Costa Neto confirma: Carlos Bolsonaro será candidato ao Senado por Santa Catarina
Enquanto isso, Carlos Bolsonaro dá sinais de enraizamento político no estado.
Por Equipe Jornal Razão·27 ago 2025·5 min de leitura·Atualizado há 11 meses
Foto: Reprodução
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O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, confirmou nesta quarta-feira 27 que Carlos Bolsonaro disputará o Senado por Santa Catarina. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, um dia após o vereador carioca ameaçar expor segredos internos do partido e acusar lideranças de “brincarem com a alma” de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na mensagem, Valdemar deixou claro que o partido seguirá alinhado às decisões de Bolsonaro e de sua família. “Nosso candidato a presidente da República é Jair Bolsonaro ou quem ele, e só ele, escolher. E quanto ao Carlos Bolsonaro, seguimos firmes em sua candidatura ao Senado por Santa Catarina, ou qualquer estado que desejar.”
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A manifestação ocorre em meio a uma crise interna dentro do PL de Santa Catarina. Deputados estaduais e lideranças locais resistem ao nome de Carlos, defendendo que o estado já possui quadros com trajetória consolidada, como as deputadas federais Júlia Zanatta e Caroline de Toni. A Fiesc também se posicionou publicamente contra a “importação de candidatos”, em recado direto ao projeto de lançar o vereador carioca.
Nos bastidores, a pressão vinha crescendo. Segundo apuração do Estadão, Valdemar avaliava alternativas para a candidatura de Carlos em outros estados, como São Paulo ou Roraima. A ameaça pública feita por Carlos nas redes sociais teria acelerado a decisão de Valdemar em reafirmar o apoio ao nome do filho do ex-presidente.
Enquanto isso, Carlos Bolsonaro dá sinais de enraizamento político no estado. O vereador tem buscado residência na Grande Florianópolis e já foi visto em São José, movimento interpretado como parte da estratégia para legitimar sua presença em Santa Catarina.
Com a confirmação, a direção nacional do PL fecha questão em torno da candidatura de Carlos, mas a disputa deve continuar acesa nos bastidores, já que o diretório catarinense insiste em defender nomes locais. A decisão de Valdemar, no entanto, mostra que o peso da família Bolsonaro segue determinante dentro do partido.