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Governo Lula ignora tragédia em SC, condena “ataque a indígenas” e vai investigar PMs

Em meio às enchentes devastadoras no Litoral Norte de Santa Catarina, o Governo Federal não comentou a situação dramática que enfrentam os catarinenses. Por outro lado, houve uma rápida condenação do confronto entre a Polícia Militar catarinense e indígenas, e agora há planos de uma investigação sobre a atuação da PM.

Governo Lula ignora tragédia em SC, condena “ataque a indígenas” e vai investigar PMs
Foto: Reprodução
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Em meio às enchentes devastadoras no Litoral Norte de Santa Catarina, o Governo Federal não comentou a situação dramática que enfrentam os catarinenses. Por outro lado, houve uma rápida condenação do confronto entre a Polícia Militar catarinense e indígenas, e agora há planos de uma investigação sobre a atuação da PM.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se pronunciou sobre o fechamento da maior barragem do estado, afirmando: “fizemos o que precisava ser feito. Missão cumprida”. A barragem, segundo informações, tem como objetivo conter as águas das chuvas para reduzir o volume da cheia do rio Itajaí-Açu, que vem provocando estragos em vários municípios.

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No entanto, a decisão de fechar as comportas da barragem enfrentou oposição por parte dos indígenas do povo Xokleng, que temiam o alagamento de suas aldeias e a possibilidade de um desastre similar ao de Brumadinho. Jorginho Mello confirmou que indígenas incendiaram o sistema hidráulico em uma tentativa de impedir o fechamento das comportas e afirmou: “Não existe negociação com faca no pescoço”. A controvérsia aprofundou-se quando, mesmo após a entrega de mais de 900 cestas básicas, alguns indígenas recusaram os itens.

A cidade de Taió sofre a maior enchente de sua história, com o nível do rio atingindo doze metros. Moradores esperaram por mais de doze horas por resgate, com o Exército mobilizando 80 militares, juntamente com viaturas, embarcações, blindados e equipes médicas.

A audiência conduzida pela Justiça Federal em Blumenau resultou em diversas determinações, incluindo a retirada da PM da região da barragem, a estadia da Polícia Federal no local por 10 dias e uma investigação sobre a ação da PM no conflito. Também foi estabelecido um prazo de 48 horas para os indígenas apresentarem novas solicitações relacionadas ao fechamento das comportas.

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Resta saber como as autoridades federais e estaduais irão resolver esses conflitos, e se o Governo Federal irá direcionar a devida atenção às enchentes que assolam Santa Catarina.

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