A pergunta veio sem rodeio no meio da entrevista ao Jornal Razão: marido ou namorado? O advogado Guilherme Colombo (PL), candidato a deputado estadual em Santa Catarina, respondeu na hora. “Eu sou marido da Júlia”, disse, sobre a relação com a deputada federal Júlia Zanatta, alvo recorrente de publicações nas redes sociais que insinuam que o casal não é casado.
Natural de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, Colombo disputa uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. A dupla é uma das mais expostas da política catarinense, e o assunto da vida pessoal virou combustível nas redes desde que a deputada mencionou, em um podcast, um processo que corre na Igreja.
De onde veio o boato
Segundo o candidato, a confusão começou exatamente ali. A deputada falava sobre a anulação do casamento religioso dele, e a frase foi lida fora de contexto. Na explicação de Colombo, existem duas coisas distintas que o público misturou.
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Existe o casamento civil e existe o casamento católico. Nós somos católicos e, como eu já fui casado na igreja, eu estou buscando a nulidade do meu casamento na igreja.
“Por isso que ela disse que a gente não é casado”, completou o candidato, atribuindo à fala da deputada sobre o processo religioso a origem da versão que circula nas redes.
Pressionado sobre por que a deputada não teria simplesmente afirmado que o casal é casado, já que ninguém checaria, Colombo devolveu a pergunta do repórter. “Mas por que ela mentiria?”, rebateu, antes de responder: “A nossa vida é pautada pela transparência, pela honestidade, pela verdade, então não tem por que omitir nada. Eu acho que ela falou porque simplesmente é a verdade. A gente não é casado na igreja católica”.
Ação na Justiça Eleitoral
O candidato afirmou que o assunto já rendeu processo. Segundo ele, publicações usaram termos como “um tipo de amante, concubina” e “ex mulher” para se referir à deputada, acompanhadas de montagens nas redes sociais. “Então, ganhamos na Justiça Eleitoral. Porque isso não faz parte do jogo democrático”, disse.
Quer atacar as propostas, beleza. Quer atacar no pessoal, vai tomar processo.
Da tecnologia à política
Na mesma conversa, o pré-candidato resumiu a trajetória profissional antes da política. Afirmou ser bacharel em sistemas de informação e ter trabalhado “muitos anos com tecnologia, passando cabo de rede, por baixo de mesa, dando manutenção em computador, formatando disquete”. “Muita gente nem sabe o que é isso”, brincou, lembrando que instalava DOS.
Advogado há 11 anos, ele definiu o momento atual como “esse desafio de representar Santa Catarina como candidato a deputado estadual”. O trecho ainda rendeu uma digressão sobre a capacidade dos disquetes, na casa dos kilobytes, contra os megabytes de uma única foto de celular hoje. “Imagina que para tu passar isso de um computador para o outro, tu levava num disquete”, comparou.
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A entrevista integra a série de conversas do Jornal Razão com candidatos das eleições em Santa Catarina. O espaço segue aberto a todos os concorrentes, de qualquer partido.
Nota da redação: as declarações e opiniões reproduzidas são de responsabilidade do entrevistado. O Jornal Razão garante espaço de resposta às pessoas, veículos e perfis citados.









































