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Eleições 2026

Pesquisa Neokemp: Carol De Toni lidera primeiro e segundo voto ao Senado em Santa Catarina

Deputada federal aparece com 27,1% no primeiro voto e 22,8% no segundo, à frente de Carlos Bolsonaro nas duas perguntas. Décio Lima lidera a rejeição, com 44,5%.

Montagem com os pré-candidatos ao Senado por Santa Catarina diante da bandeira do estado
Foto: Reprodução
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Carol De Toni (PL) assumiu a liderança na disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado. Pesquisa do instituto Neokemp divulgada nesta segunda-feira, contratada pelo Jornal O Correio do Povo, aponta a deputada federal com 27,1% das intenções de primeiro voto, à frente de Carlos Bolsonaro (PL), que soma 21,7%.

A virada é o principal movimento do levantamento. Em julho, a mesma Neokemp mostrava o quadro invertido, com Carlos Bolsonaro em 27,7% e Carol De Toni em 21,0%. Em menos de dois meses, ela ganhou 6,1 pontos percentuais e ele perdeu 6,0, uma troca de posições de mais de doze pontos entre os dois candidatos do mesmo partido.

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Na terceira colocação aparece Esperidião Amin (Progressistas), com 16,7%, seguido por Décio Lima (PT), com 15,9%. Afrânio Boppré (PSOL) registra 5,6% e Antídio Lunelli (MDB), 4,5%. Jeferson Rocha (PRD) tem 1%, Ana Lucia da Silveira Machado (UP) 0,5%, Tulio de Amorin (Missão) e Carol Sant Anna (PCO) 0,4% cada, Joaninha de Oliveira (PSTU) e Marcos Dorval (PSTU) 0,2% cada. Marlene Soccas (UP) não pontuou. Os que não sabem somam 4,2% e brancos ou nulos, 1,8%.

Carol De Toni também lidera o segundo voto

Como cada eleitor escolhe dois nomes para o Senado, a pesquisa mede a segunda opção separadamente. Nessa pergunta, Carol De Toni também aparece na frente, com 22,8%, seguida de perto por Carlos Bolsonaro, com 21,8%, e Esperidião Amin, com 20,4%. Décio Lima cai para 9,6%, Afrânio Boppré tem 8,5% e Antídio Lunelli, 6,3%.

A soma das duas escolhas dá a dimensão da vantagem. Carol De Toni chega a 49,9%, Carlos Bolsonaro a 43,6% e Esperidião Amin a 37,1%. Décio Lima fica com 25,5%, Boppré com 14,1% e Lunelli com 10,7%. Como cada entrevistado responde duas vezes, esses percentuais somam 200%. Recalculados sobre uma base de 100%, os números ficam em 25% para Carol De Toni, 21,8% para Carlos Bolsonaro, 18,6% para Amin, 12,7% para Décio Lima, 7% para Boppré e 5,4% para Lunelli.

Rejeição a Décio Lima sobe 15 pontos desde julho

Perguntados em quem não votariam de jeito nenhum para senador, 44,5% dos entrevistados citaram Décio Lima e 32,3% citaram Carlos Bolsonaro. Carol De Toni registra 2,4%, atrás apenas de Esperidião Amin, com 2,1%. Afrânio Boppré tem 10,4%, Joaninha de Oliveira 1,1% e Antídio Lunelli 0,5%. Outros 1,5% dizem rejeitar todos os nomes e 4,8% afirmam não rejeitar nenhum.

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Em eleição de duas vagas, rejeição baixa pesa mais do que em disputa majoritária comum, porque o candidato precisa ser a segunda escolha de quem já decidiu o primeiro voto em outro nome. É exatamente aí que Carol De Toni e Esperidião Amin se saem melhor: os dois crescem do primeiro para o segundo voto, enquanto Décio Lima encolhe de 15,9% para 9,6%.

A rejeição ao petista também subiu forte na série do instituto. Em julho, ele aparecia com 29,0%. Agora está em 44,5%, alta de 15,5 pontos percentuais. Carlos Bolsonaro ficou praticamente estável, de 32,1% para 32,3%, e Boppré caiu de 22,8% para 10,4%.

Vale um recorte de data para ler esses números. A coleta foi feita nos dias 10 e 11 de setembro e fechou antes de 12 de setembro, quando Fernanda Klitzke, suplente de Décio Lima na chapa ao Senado, foi presa em Jaraguá do Sul. O episódio, portanto, não está refletido em nenhuma das respostas.

Jorginho Mello aparece com 51,2% na disputa pelo governo

Na corrida pelo Executivo estadual, a mesma Neokemp aponta Jorginho Mello (PL) com 51,2% das intenções de voto no cenário estimulado, patamar que permite vitória no primeiro turno. João Rodrigues (PSD) tem 24,0% e Gelson Merísio (PSB), 15,1%. Marcelo Brigadeiro (Missão) soma 1,8%, Laís Chaud (UP) 0,8%, Professor Marcus Sodré (PSTU) e Ralf Zimmer (PRD) 0,6% cada e Bruno Pedreiro do PCO 0,5%. Não sabem 3,7% e brancos ou nulos, 1,9%. O instituto não simulou segundo turno.

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O levantamento ouviu 1.008 eleitores catarinenses em 163 municípios, por entrevistas automatizadas pelo método URA. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos na pesquisa ao Senado e de 3 pontos na de governador, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o de número SC-05206/2026.

Faltam três semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão segue no ar até os dias finais da campanha, período em que as pesquisas costumam registrar as maiores oscilações.

Especial Eleições 2026 em SCCandidatos com dados do TSE, sabatinas, pesquisas e calendário — cobertura completa
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