Carol De Toni (PL) assumiu a liderança na disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado. Pesquisa do instituto Neokemp divulgada nesta segunda-feira, contratada pelo Jornal O Correio do Povo, aponta a deputada federal com 27,1% das intenções de primeiro voto, à frente de Carlos Bolsonaro (PL), que soma 21,7%.
A virada é o principal movimento do levantamento. Em julho, a mesma Neokemp mostrava o quadro invertido, com Carlos Bolsonaro em 27,7% e Carol De Toni em 21,0%. Em menos de dois meses, ela ganhou 6,1 pontos percentuais e ele perdeu 6,0, uma troca de posições de mais de doze pontos entre os dois candidatos do mesmo partido.
Na terceira colocação aparece Esperidião Amin (Progressistas), com 16,7%, seguido por Décio Lima (PT), com 15,9%. Afrânio Boppré (PSOL) registra 5,6% e Antídio Lunelli (MDB), 4,5%. Jeferson Rocha (PRD) tem 1%, Ana Lucia da Silveira Machado (UP) 0,5%, Tulio de Amorin (Missão) e Carol Sant Anna (PCO) 0,4% cada, Joaninha de Oliveira (PSTU) e Marcos Dorval (PSTU) 0,2% cada. Marlene Soccas (UP) não pontuou. Os que não sabem somam 4,2% e brancos ou nulos, 1,8%.
Carol De Toni também lidera o segundo voto
Como cada eleitor escolhe dois nomes para o Senado, a pesquisa mede a segunda opção separadamente. Nessa pergunta, Carol De Toni também aparece na frente, com 22,8%, seguida de perto por Carlos Bolsonaro, com 21,8%, e Esperidião Amin, com 20,4%. Décio Lima cai para 9,6%, Afrânio Boppré tem 8,5% e Antídio Lunelli, 6,3%.
A soma das duas escolhas dá a dimensão da vantagem. Carol De Toni chega a 49,9%, Carlos Bolsonaro a 43,6% e Esperidião Amin a 37,1%. Décio Lima fica com 25,5%, Boppré com 14,1% e Lunelli com 10,7%. Como cada entrevistado responde duas vezes, esses percentuais somam 200%. Recalculados sobre uma base de 100%, os números ficam em 25% para Carol De Toni, 21,8% para Carlos Bolsonaro, 18,6% para Amin, 12,7% para Décio Lima, 7% para Boppré e 5,4% para Lunelli.
Rejeição a Décio Lima sobe 15 pontos desde julho
Perguntados em quem não votariam de jeito nenhum para senador, 44,5% dos entrevistados citaram Décio Lima e 32,3% citaram Carlos Bolsonaro. Carol De Toni registra 2,4%, atrás apenas de Esperidião Amin, com 2,1%. Afrânio Boppré tem 10,4%, Joaninha de Oliveira 1,1% e Antídio Lunelli 0,5%. Outros 1,5% dizem rejeitar todos os nomes e 4,8% afirmam não rejeitar nenhum.
Em eleição de duas vagas, rejeição baixa pesa mais do que em disputa majoritária comum, porque o candidato precisa ser a segunda escolha de quem já decidiu o primeiro voto em outro nome. É exatamente aí que Carol De Toni e Esperidião Amin se saem melhor: os dois crescem do primeiro para o segundo voto, enquanto Décio Lima encolhe de 15,9% para 9,6%.
A rejeição ao petista também subiu forte na série do instituto. Em julho, ele aparecia com 29,0%. Agora está em 44,5%, alta de 15,5 pontos percentuais. Carlos Bolsonaro ficou praticamente estável, de 32,1% para 32,3%, e Boppré caiu de 22,8% para 10,4%.
Vale um recorte de data para ler esses números. A coleta foi feita nos dias 10 e 11 de setembro e fechou antes de 12 de setembro, quando Fernanda Klitzke, suplente de Décio Lima na chapa ao Senado, foi presa em Jaraguá do Sul. O episódio, portanto, não está refletido em nenhuma das respostas.
Jorginho Mello aparece com 51,2% na disputa pelo governo
Na corrida pelo Executivo estadual, a mesma Neokemp aponta Jorginho Mello (PL) com 51,2% das intenções de voto no cenário estimulado, patamar que permite vitória no primeiro turno. João Rodrigues (PSD) tem 24,0% e Gelson Merísio (PSB), 15,1%. Marcelo Brigadeiro (Missão) soma 1,8%, Laís Chaud (UP) 0,8%, Professor Marcus Sodré (PSTU) e Ralf Zimmer (PRD) 0,6% cada e Bruno Pedreiro do PCO 0,5%. Não sabem 3,7% e brancos ou nulos, 1,9%. O instituto não simulou segundo turno.
O levantamento ouviu 1.008 eleitores catarinenses em 163 municípios, por entrevistas automatizadas pelo método URA. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos na pesquisa ao Senado e de 3 pontos na de governador, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o de número SC-05206/2026.
Faltam três semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão segue no ar até os dias finais da campanha, período em que as pesquisas costumam registrar as maiores oscilações.























