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Eleições 2026

Moraes está articulando a defesa de um dos maiores corruptos do país, diz João Rodrigues: “negócio escroto”

Candidato do PSD ao governo de Santa Catarina criticou a atuação do STF no caso Vorcaro em entrevista ao Jornal Razão e defendeu um pacto entre os partidos para levar o impeachment do ministro à pauta.

Moraes está articulando a defesa de um dos maiores corruptos do país, diz João Rodrigues: “negócio escroto”
Foto: Reprodução
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O candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues, classificou como “um negócio escroto” a atuação do Supremo Tribunal Federal no caso Vorcaro e disse que o ministro Alexandre de Moraes estaria articulando a defesa de “um dos maiores corruptos do país”. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal Razão.

“Esta participação do Supremo Tribunal Federal, leia-se Alexandre de Moraes, é um negócio escroto. Está participando dentro do sistema e articulando uma defesa de um dos maiores corruptos do país”, afirmou o candidato, ao ser questionado sobre o caso que domina o noticiário político em Brasília.

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Rodrigues foi além na descrição que faz do investigado. Segundo ele, trata-se de um homem que “deu um golpe bilionário em muita gente” e que teria usado o próprio dinheiro para pagar propina e bancar festas regadas a vinhos, espumantes e uísques caros. As acusações são avaliações do candidato e não correspondem a decisão judicial.

Capa do vídeo do YouTube

A crítica ao STF veio dentro de uma avaliação mais ampla sobre a eleição presidencial, que ele resumiu como “uma decepção total”. Para o candidato, a disputa chegou às semanas finais sem que os presidenciáveis apresentassem propostas. “Eu nunca participei de uma eleição aonde você está faltando aí dezessete, dezoito dias, que você não ouviu o plano de governo”, disse.

Na leitura que faz do cenário, o debate eleitoral foi substituído pela crise institucional. “A discussão em Brasília ficou tão suja, tão imunda, tão indecente, que a população ficou de lado”, afirmou. Ele diz assistir às propagandas de todos os candidatos e ter a impressão de que a eleição está sendo disputada contra o Supremo.

A saída que propõe é um acordo suprapartidário. Rodrigues defende que os partidos, de esquerda e de direita, deem uma pausa na disputa para levar à pauta o impeachment de Alexandre de Moraes. “Tem uma hora que cê tem que dar uma pausa pra guerra e pegar todo mundo e dizer: gente, pera aí, acabou, vamo parar com isso”, declarou.

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Para sustentar a defesa do afastamento, o candidato afirmou que o ministro condenou pessoas inocentes e que há gente presa em decorrência disso. “Isso não é possível mais o homem permanecer no Supremo. Como é que ele pode ser o julgador? Com que moral?”, questionou.

Ele citou ainda o desdobramento das apreensões no caso, com a menção a novos aparelhos celulares em análise. “Agora já se fala no quinto celular. Oito aparelho o cara tem e diz que cada aparelho é uma caixinha de surpresa, abre e vem uma coisa nova”, afirmou.

Na eleição presidencial, Rodrigues declarou voto em Ronaldo Caiado no primeiro turno e disse que o governador de Goiás ainda não caiu nas graças do eleitorado porque as pessoas não analisaram o conteúdo do pré-candidato. Em um eventual segundo turno com Flávio Bolsonaro, afirmou que também estaria ao lado.

Apesar da posição, o candidato ao governo catarinense disse que manteria relação institucional com Brasília independentemente de quem vencer a disputa nacional, inclusive em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, criticou o governador Jorginho Mello por, segundo ele, não ter marcado nenhuma audiência com o presidente da República.

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Rodrigues também avaliou que o país vive um momento de crise econômica que não aparece no debate. Citou a queda de vendas na indústria de eletrodomésticos, nas lojas de confecção e a concorrência de produtos importados da China por plataformas de comércio eletrônico, que chegam ao consumidor por metade do preço praticado no varejo local.

Cinco vezes prefeito de Chapecó, o candidato aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Santa Catarina. Na mesma conversa com o Jornal Razão, ele se definiu como “o governador da periferia” e afirmou que a saúde catarinense não vai bem, com 116 mil pessoas na fila de cirurgias.

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