A tentativa da militância de esquerda de boicotar um evento conservador na Universidade do Vale do Itajaí (Univali) terminou como um verdadeiro tiro no pé. Com cartazes mal escritos, discursos repetitivos e palavras de ordem vazias, os manifestantes chamaram mais atenção pelo vexame do que pela causa.
No centro da confusão, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi recebido como estrela do evento APAS Conference 2025, realizado dentro do campus da universidade neste sábado (23). A presença do parlamentar, acompanhado da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) e do também deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), atraiu centenas de participantes.
O ápice do fiasco veio com um cartaz escrito à mão por um dos manifestantes, onde lia-se: “UNIVESIDADE é lugar de CIÊNCIA” — erro grotesco que imediatamente viralizou nas redes sociais. A imagem do estudante gritando palavras de ordem enquanto exibe o cartaz com ortografia errada virou símbolo do despreparo da militância universitária.
“Querem falar de ciência, mas não sabem nem escrever universidade”, ironizou um dos organizadores do evento.
Esquerda tenta barrar, mas evento lota
O protesto, convocado por coletivos como “Correnteza Univali” e movimentos ligados à extrema esquerda como “Movimento de Mulheres Olga Benário” e “UP”, visava impedir a realização do evento. O grupo havia divulgado nota de repúdio afirmando que a presença de Nikolas representava “narrativas violentas” e “negação da ciência”.
A resposta, no entanto, veio em forma de apoio massivo ao evento. Segundo a organização, a procura por ingressos aumentou exponencialmente após a divulgação do protesto, levando à lotação do auditório e reforçando o interesse da população por pautas conservadoras.
“Eles tentaram censurar e acabaram promovendo. É o famoso efeito reverso: quanto mais tentam calar, mais o povo quer ouvir”, destacou Enrico Bianco, da organização do APAS.
Reitoria da Univali mantém postura democrática
Em nota oficial, a Univali deixou claro que o evento foi realizado por terceiros e que a universidade apenas cedeu o espaço, reafirmando o compromisso com o pluralismo de ideias e a liberdade de expressão.
“A universidade perde sua essência se não puder ser espaço de debate. Impedir eventos por discordância ideológica é censura”, declarou a instituição.