Empresário do setor de eventos, morador de Rio do Sul e suplente eleito em 2022, Gerri Consoli é candidato a deputado estadual pelo Republicanos, com o número 10000, e esteve nos estúdios do Jornal Razão em entrevista ao diretor Kaiann Barentin, dentro da cobertura das eleições 2026. Ele concentrou a conversa em três frentes: a concessão da BR-470, que classificou como “um assalto ao bolso do catarinense” por prever cobrança de pedágio antes das obras; a lei de transparência das barragens que apresentou em 2023, durante os 60 dias em que assumiu como suplente na Assembleia Legislativa; e a criação de uma secretaria estadual com orçamento próprio para a causa animal.
Candidato da base do governo — o Republicanos integra o arranjo que apoia a reeleição de Jorginho Mello (PL) e homologou o nome de Consoli em convenção realizada em 1º de agosto, em São José —, ele também declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência e afirmou que o Alto Vale do Itajaí “empobreceu politicamente” nos últimos anos.
Assista à entrevista completa:
De garçom aos 14 anos a empresário emancipado aos 17
Natural do oeste catarinense e filho de uma família que descreve como muito humilde, Consoli contou que deixou a casa dos pais antes de completar 14 anos, porque o pai acreditava que “um menino de quatorze anos já era homem”. Foi morar sozinho em Rio do Sul há cerca de 35 anos, atrás do que a região dos vales e o litoral então representavam para quem vinha do oeste. Depois de se estabelecer, buscou o pai e a mãe no interior, arrumou emprego para os dois e trouxe também os irmãos — hoje todos trabalham com ele, à exceção de um, que segue nas Forças Armadas, em Brasília.
Aos 17 anos foi emancipado pela mãe e virou empresário: comprou uma lanchonete em um clube e o direito de exploração do salão de festas. O negócio cresceu no setor de eventos e, em 2020, segundo ele, atendia de Buenos Aires até Viçosa, em Minas Gerais, com operações sendo abertas no Uruguai e no Paraguai. “Até oitenta e cinco por cento da mão de obra que está nos eventos é freelance, é terceirizada”, afirmou, ao explicar que a empresa prosperou “alicerçada no esforço das pessoas” — o mecânico que, no fim da tarde, veste o uniforme de garçom para pagar o estudo do filho. É desse convívio, disse, que nasceu a decisão de entrar na vida pública.
“O Alto Vale empobreceu politicamente”
Perguntado sobre a região que pretende representar, Consoli descreveu o Alto Vale do Itajaí como “o coração do Estado” e corredor logístico por onde escoa boa parte da produção catarinense, com passado de liderança nacional na época em que o jeans era chamado de “ouro azul”, indústria metalmecânica pujante e a agricultura da cebola em diversificação. O contraste, na versão dele, está no presente: as cheias travaram novos investimentos, a logística da BR-470 virou gargalo e a região ficou estagnada — “algumas cidades mais do que as outras, é verdade”, ponderou — dentro de um estado que, segundo o candidato, se tornou o mais competitivo do Brasil economicamente.
“O Alto Vale empobreceu politicamente nos últimos anos”, afirmou. A saída que propõe é ocupar espaço na mesa de negociação do governo: ele é o único candidato do Republicanos na região e diz que Rio do Sul “precisa ter o seu deputado” para levar demandas organizadas ao governador.
Sessenta dias na Alesc, 24 projetos e a emenda não impositiva
Candidato em 2022 e hoje suplente, Consoli assumiu a Assembleia Legislativa por 60 dias em 2023, a partir de 16 de maio, e integrou a Comissão de Finanças, trabalhando na Lei Orçamentária Anual e na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Foi ali, afirmou, que propôs a criação das emendas não impositivas: além da emenda impositiva e da emenda de bancada, o deputado passaria a poder deixar registradas na LDO as prioridades de sua região para o caso de o Estado fechar o orçamento com superávit. “Governador, caso haja uma sobra de dinheiro no estado de Santa Catarina, gostaríamos que fosse direcionada para tais prioridades”, resumiu, ao traduzir o mecanismo. Para ele, a lei precisa ser instrumento de resolução, “não uma lei pífia, que somente exista”.
O entrevistador observou que a fiscalização e a proposição de leis convivem com o papel de compor o orçamento junto ao Executivo — e o candidato concordou: “política é negociação, não nos enganemos”.
No balanço apresentado pelo Jornal Razão antes da entrevista, foram 24 projetos apresentados em dois meses, nove deles aprovados e o restante em tramitação. Entre eles está a lei da ajuda mútua, já sancionada, que dá cobertura jurídica e desburocratiza a cessão de equipamentos e de pessoal entre municípios em situação de catástrofe — sem deixar desguarnecido quem cede. Consoli disse que a proposta nasceu da própria vivência: por muitos anos sua casa e sua empresa foram atingidas pelas cheias em Rio do Sul. “Aquele que não sofre nesse momento, com aquilo que tem disponível, é muito para aquele que sofre”, afirmou. Segundo ele, o argumento que convenceu os demais parlamentares foi o alcance estadual da medida — vale para a seca no oeste e para Porto União, onde, disse, a água pode permanecer na cidade por mais tempo do que nos vales.
Barragens: lei de transparência e o caso do menino de 4 anos
O outro projeto que ele destaca trata da transparência nas manutenções e operações das barragens catarinenses. Consoli comparou o que defende à inspeção obrigatória de elevadores: “os barramentos tinham que passar pela mesma vistoria constante”. Na versão do candidato, a Barragem Sul, em Ituporanga, estava “completamente sucateada, com comportas enterradas”, e a falta de funcionalidade dos barramentos foi um dos grandes complicadores das enchentes de 2023, ao lado da ausência de um protocolo claro sobre quando abrir e fechar as comportas em ciclos sucessivos de chuva.
Ele afirmou ainda que, já como deputado, teve negada em um primeiro momento a visita técnica a uma barragem — “porque não queriam deixar que se conhecesse a realidade do barramento”, disse, sem nomear responsáveis — e que só conseguiu ir após conversar com o governador. Em 22 de junho de 2023, promoveu em Rio do Sul uma audiência pública que reuniu prefeitos, instituições e secretários de Estado. Sobre a barragem de José Boiteux, contou ter permanecido nove horas em diálogo com a comunidade indígena em 2023, deixando o local quando o governador determinou a ida das forças de segurança para viabilizar o fechamento do barramento.
O candidato creditou ao esforço do atual governo o fato de a Barragem Sul estar hoje “cem por cento funcional” e disse acreditar que, nas chuvas recentes, o barramento em operação com protocolo assertivo fez diferença de até um metro e meio no nível do rio. Abriu um parêntese, na entrevista, para a morte do menino de quatro anos, com transtorno do espectro autista, que desapareceu no fim de semana em Ituporanga: segundo Consoli, as comportas foram fechadas, o rio baixou e o corpo foi localizado quilômetros abaixo do ponto do desaparecimento — “se não me falha a memória”, ressalvou, ao citar a distância. Questionado se, sem isso, o corpo poderia não ter sido encontrado, respondeu: “eu acredito que não”.
O caso é real e foi registrado no último fim de semana. A criança desapareceu no domingo (6), em Ituporanga, e foi encontrada sem vida na segunda-feira (7), depois de quase 30 horas de buscas, a cerca de 14 quilômetros do ponto onde sumiu — e não 18, como estimou o candidato. A casa da família fica a cerca de 20 metros da margem esquerda do rio Itajaí do Sul. Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas envolveram três embarcações e drones com câmera térmica, e as comportas da Barragem Sul foram fechadas para reduzir a vazão e permitir o trabalho das equipes. A Polícia Científica assumiu os procedimentos após a localização.
Consoli afirmou que há uma parte vetada de sua lei já votada novamente por unanimidade na Assembleia, à espera da votação final, e que quer voltar ao Legislativo para concluí-la. Durante a conversa, o entrevistador fez a checagem em tempo real e exibiu o painel do governo do Estado com o monitoramento das barragens Sul (Ituporanga), Oeste (Taió) e José Boiteux, com percentual de utilização, capacidade de reservação e situação das comportas.
BR-470, concessão e DNIT: “a BR é do governo federal, mas o problema é nosso”
O trecho mais duro da entrevista veio quando o Jornal Razão perguntou se não há excesso de transferência de culpa ao governo federal quando o assunto são rodovias federais. “A BR é responsabilidade do governo federal, mas o problema é nosso”, respondeu. “Não está se transferindo, está se omitindo da própria responsabilidade.” Para o candidato, “a BR-470 está matando irmãos da gente, está matando catarinense, está matando brasileiro”, e cabe a Santa Catarina exigir do ente federativo — com FIESC, instituições, imprensa e comunidade — ações efetivas ou negociar uma compensação para que o próprio Estado assuma a concessão por um período e administre as obras.
Sobre o modelo de concessão em discussão, Consoli disse não ser contra privatizar, mas rejeitar o desenho proposto: cerca de 55 quilômetros de duplicação, melhoria efetiva só em torno de quinze anos e cobrança de pedágio já a partir de dois anos e meio, antes das obras. “Da forma que querem fazer, no mínimo, é um desrespeito, é um assalto ao bolso do catarinense”, afirmou. Ele deu um exemplo do custo: para uma carreta escoar a safra da cebola de Ituporanga até o porto, na sua conta, o pedágio sairá mais caro que o diesel. A ordem que defende é inversa — duplicação, terceiras faixas, passarelas, túneis e acessos primeiro; tarifa depois. “Nós já pagamos isso há muito tempo e não temos o mínimo de retorno”, disse.
A concessão a que ele se refere é conduzida pela ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, e não por uma concessionária já contratada — o leilão ainda não foi realizado. O projeto básico apresentado pela agência trata do chamado Lote 1, que reúne mais de 515 quilômetros de BR-470, BR-153 e BR-282, com contrato de 30 anos, investimento estimado em R$ 6,4 bilhões e cobrança em sistema free flow, sem cancelas, por trecho percorrido. Na BR-470, o documento prevê 50,81 quilômetros de duplicação e cerca de 72,6 quilômetros de vias marginais, com tarifas estimadas entre R$ 3,36 e R$ 8,17 e valor da ordem de 15 centavos por quilômetro. O leilão está previsto para 2027.
Segundo o candidato, a região mais impactada pela rodovia, o Alto Vale, sequer estava prevista nas audiências públicas, e foi preciso um esforço grande para que uma sessão acontecesse em Rio do Sul. A ANTT de fato ampliou a programação da audiência pública sobre o pacote catarinense e incluiu uma sessão presencial em Rio do Sul, em junho, ao lado de Chapecó, Blumenau e Itajaí. Consoli afirmou ainda que a audiência não era para ouvir o cidadão: “já tinham tudo decidido; eles só vieram para dizer: catarinense, vocês têm que engolir isso aqui”.
A crítica se estendeu ao DNIT. Consoli afirmou que o órgão errou três vezes a licitação do elevado na BR-470 em Rio do Sul, ao usar tabela equivocada, e que o certame só avançou após a troca da direção do órgão no Estado. Ele rejeita o argumento de que a obra só sairá quando a rodovia for duplicada: “num trecho onde recentemente, em dez dias, cinco vidas foram perdidas em cima da BR, não há de se admitir isso”. Também citou o período em que, segundo ele, o contrato de manutenção da rodovia venceu e a via ficou sem conservação mínima justamente na alta temporada.
O histórico do viaduto confirma a sucessão de idas e vindas: a obra fica no quilômetro 138 da BR-470, em Rio do Sul, e teve a licitação suspensa e reaberta em 2025, depois de uma auditoria prévia da Controladoria-Geral da União apontar inconsistências no projeto. O DNIT homologou o resultado em 29 de dezembro de 2025, com o Consórcio Planaterra/Planejar e valor de R$ 20,2 milhões, em cronograma de seis meses de projeto e 18 meses de execução. O elevado terá cerca de 700 metros e deve organizar o acesso ao bairro Itoupava e à rodovia Lauro Pamplona, além da ligação com Presidente Getúlio.
O entrevistador relatou gastar no mínimo quatro horas no deslocamento de Joinville até o estúdio, associando o problema de infraestrutura a desgaste mental, perda de rendimento e prejuízo econômico. “Compromete o rendimento da pessoa, aumenta o risco de vida, encarece a operação, atrapalha o todo”, concordou o candidato, que promete um posicionamento “muito firme” contra o modelo atual: “nós não iremos aceitar”.
Causa animal: uma secretaria com orçamento próprio
Consoli defende a criação de uma secretaria estadual específica para a causa animal, com orçamento próprio. O argumento é de gestão: o custo já existe para o Estado e para os municípios, mas “está uma confusão sem tamanho”, com prefeituras que não olham para protetores nem para os animais. “Não adianta criar mais lei; as que existem não estão sendo aplicadas, não existe severidade na aplicação da lei”, afirmou, dizendo que o rigor varia conforme quem comete os maus-tratos.
Perguntado diretamente se a pauta não seria apenas bandeira de campanha — “virou uma coisinha legal de falar da causa animal, o que eu acho um desrespeito com os protetores que carregam a causa nas costas há muito tempo”, provocou o entrevistador —, o candidato respondeu que o tema vem do pai, homem semianalfabeto, boia-fria e “protecionista declarado de fauna e flora”, e que ele e a esposa atuam como mantenedores de projetos há anos, “sem alarde”. Relatou ainda que, nas enchentes de 2023, filmava a entrada em residências para registrar o resgate de animais deixados trancados: “a pessoa tem que ser responsabilizada por isso”.
Ele reconheceu o programa estadual de castração — o Pet Levado a Sério, lançado pelo governo do Estado e apontado como o maior do país no gênero — como “um grande passo”, mas cobrou monitoramento: segundo Consoli, muitos municípios sequer haviam se cadastrado quando o prazo estava vencendo, a ponto de ele mesmo gravar vídeo pedindo adesão. “Cria a lei, ok. Destina a verba, ok. Mas é preciso a mão do Estado monitorar e controlar”, disse.
O entrevistador apresentou uma crítica ao formato: em vez de repassar o recurso para cada prefeitura licitar por conta — o que vem gerando disparidade grande de preço entre municípios —, o Estado poderia licitar os mutirões em lotes, por regiões, associações ou credenciamento amplo. Consoli concordou que a gestão deve permanecer com o Estado e disse que o governador sinaliza disposição para aprimorar o programa.
Saúde única, hospitais sem raio-X e o INSS antes do escândalo
Ao ser cobrado sobre a promessa de zerar filas na saúde, Consoli fez uma ressalva à própria base: “a fila nunca vai acabar”. Na leitura dele, o que o governador quis dizer é que cada cidadão permaneça na fila o menor tempo possível, no ritmo adequado ao tratamento. O candidato usa a expressão “saúde única” para defender um olhar integrado — que inclui zoonoses, atenção ao idoso, esporte, cultura e saúde mental. Sobre estrutura, foi direto: “nós temos hospitais que não têm sequer um aparelho de raio-X ainda”, e há unidades com centro cirúrgico fechado e estrutura física “deplorável”. Para ele, parte do problema é de gestão — hospitais precisam produzir mais para ampliar o teto MAC e acessar recursos, e a demanda precisa chegar à secretaria estadual — e a rede deve ser regionalizada, deixando a alta complexidade e os traumas para os hospitais regionais.
Consoli disse ter contribuído com a construção do programa Universidade Gratuita e quer avançar sobre as contrapartidas: as horas de trabalho devolvidas à comunidade pelo profissional formado e os projetos de extensão precisam “virar operação” nos municípios. “Nós não podemos formar profissional para o mundo; eles têm que fazer residência em Santa Catarina e querer ficar nos nossos hospitais”, afirmou. Também citou a educação como base — “o Ideb me preocupa muito, o letramento das crianças nos preocupa muito” — e cobrou atenção ao funcionalismo: “cuidar de quem cuida das pessoas; o discurso está bonito por aí, mas ações efetivas não se vê”.
Outra frente que reivindica é anterior ao noticiário nacional: segundo o candidato, ele promoveu em 2023, pela comissão da Assembleia que trata dos direitos da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, uma das primeiras audiências públicas do país sobre os empréstimos consignados fraudulentos do INSS. Apresentou ali, afirmou, o caso de uma idosa de São José com 95 descontos na aposentadoria e cálculos de especialistas apontando 94 anos como tempo médio para quitar um empréstimo de R$ 7 mil. “Um verdadeiro escândalo”, disse, sustentando que 800 mil aposentados catarinenses entravam em situação de empobrecimento e já não conseguiam pagar a medicação contínua.
Apoio a Jorginho, voto em Flávio Bolsonaro e apelo contra a abstenção
Questionado sobre sua avaliação do governo estadual, Consoli se declarou defensor das ações da gestão e disse que Jorginho Mello sentou com todos os prefeitos e prefeitas do Estado em dois grandes momentos — algo que, segundo ele, não teve notícia em governos anteriores. Citou obras de mitigação de cheias, mini barragens em licitação, desassoreamento, equipamentos para bombeiros e Defesa Civil, o decreto de emergência antecipado, os programas Estrada Boa e Estrada Boa Rural, a extensão da rede elétrica trifásica e investimentos na Casan. “Nós temos que ser aquilo que nós realizamos, não somente aquilo que nós falamos”, afirmou.
Para a Presidência, declarou apoio a Flávio Bolsonaro, oficializado candidato do PL em convenção realizada em julho: “eu sou um homem de direita, equilibrado na fala, equilibrado nas ações”.
No encerramento, diante do dado de alta abstenção e da campanha “Vote com Razão”, do Jornal Razão, fez um apelo aos eleitores: “o dia da eleição não é dia de gerar uma revolta e dizer: não irei à urna porque a multa é pequena”. Quem faz isso, disse, “está dando condição das coisas não acontecerem, de você ser mal representado”. E fechou: “a grande mudança de tudo aquilo que se quer vai acontecer diante do seu voto lá na urna do dia 4 de outubro”.
As declarações, opiniões e críticas reproduzidas nesta reportagem são de responsabilidade do entrevistado. O Jornal Razão registra no texto o contraditório apontado durante a conversa e garante espaço de resposta às pessoas e instituições citadas.
As melhores frases
“A BR é responsabilidade do governo federal, mas o problema é nosso.”
“A BR-470 está matando irmãos da gente, está matando catarinense.”
“Não sou contra a privatização, mas da forma que querem fazer é um assalto ao bolso do catarinense.”
“Já tinham tudo decidido. Eles só vieram dizer: catarinense, vocês têm que engolir isso aqui.”
“Num trecho onde, em dez dias, cinco vidas foram perdidas em cima da BR, não há de se admitir isso.”
“O Alto Vale é o coração do Estado, mas empobreceu politicamente nos últimos anos.”
“Não adianta criar mais lei: as que existem não estão sendo aplicadas.”
“Nós temos hospitais que não têm sequer um aparelho de raio-X ainda.”
“Nós não podemos formar profissional para o mundo. Eles têm que querer ficar nos nossos hospitais.”
“Cria a lei, ok. Destina a verba, ok. Mas é preciso a mão do Estado monitorar e controlar.”
“Política é negociação, não nos enganemos.”
“Prefiro pagar multa do que ir votar? Você está dando condição de ser mal representado.”
























