O empresário Gerri Consoli, candidato a deputado estadual pelo Republicanos com o número 10000, sentou na cadeira do Estúdio JR e escolheu a BR-470 como o centro da conversa. Em entrevista ao jornalista Kaiann Barentin, o candidato de Rio do Sul disse que a proposta de concessão em análise pelo governo federal cobra pedágio antes de entregar obra e classificou o desenho apresentado como “um assalto ao bolso do catarinense”. A frase mais dura da entrevista, porém, veio antes: “a BR-470 está matando irmãos da gente, está matando catarinense, está matando brasileiro”.
O projeto que ele critica é o Lote 1 de rodovias federais em Santa Catarina, colocado em audiência pública pela ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres. O pacote reúne trechos das BRs 153, 282 e 470, prazo de concessão de 30 anos e investimento estimado em R$ 6,4 bilhões. Só na BR-470, o projeto-base prevê 50,81 quilômetros de duplicação, 72,6 quilômetros de vias marginais, 13,5 quilômetros de faixas adicionais em pista dupla e 70,55 quilômetros em pista simples, além de novos pórticos de pedágio eletrônico. Consoli fala em 55 quilômetros de duplicação, melhoria efetiva em cerca de quinze anos e cobrança de tarifa já a partir de dois anos e meio.
Para ele, a ordem está invertida. “Não sou contra a privatização”, disse, antes de emendar: “da forma que querem fazer, no mínimo, é um desrespeito, é um assalto ao bolso do catarinense”. O que defende é duplicação, terceiras faixas, passarelas, túneis e acessos primeiro; tarifa depois. Deu um exemplo do custo em cima da conta do produtor: para uma carreta escoar a safra da cebola de Ituporanga até o porto, na estimativa dele, o pedágio sairá mais caro que o diesel. “Nós já pagamos isso há muito tempo e não temos o mínimo de retorno”, afirmou.
A queixa sobre as audiências públicas tem lastro no calendário. A ANTT havia aprovado sessões presenciais apenas em Itajaí, Blumenau e Chapecó, deixando de fora justamente o Alto Vale do Itajaí. A inclusão de Rio do Sul veio depois de pressão de parlamentares e de entidades da região, e a audiência acabou realizada em 10 de junho, no Jardim América Casa de Eventos. Consoli sustenta que o encontro não foi feito para ouvir o cidadão: “a ANTT já tinha tudo decidido; eles só vieram para dizer: catarinense, vocês têm que engolir isso aqui”, disse. Esta será a quarta tentativa de conceder a BR-470 desde 1998.
A crítica se estendeu ao DNIT. O candidato afirmou que o órgão errou três vezes a licitação do viaduto na travessia urbana de Rio do Sul por uso de tabela equivocada, e que o processo só andou depois da troca da direção do departamento em Santa Catarina. O histórico da obra confirma o vaivém: o edital foi suspenso em agosto de 2025 depois que uma auditoria da Controladoria-Geral da União apontou inconsistências no projeto e no orçamento, foi reaberto em setembro e teve a licitação homologada em dezembro, com o Consórcio Planaterra/Planejar vencendo por R$ 20,2 milhões. A ordem de serviço foi assinada em fevereiro deste ano, com prazo de 24 meses no regime de contratação integrada. O viaduto ficará no quilômetro 138 da BR-470, na altura do bairro Itoupava.
Consoli rejeita o argumento de que a obra só deveria sair junto com a duplicação. “Num trecho onde recentemente, em dez dias, cinco vidas foram perdidas em cima da BR, não há de se admitir isso”, disse. Também citou o período em que, segundo ele, o contrato de manutenção da rodovia venceu e a via ficou sem conservação mínima em plena alta temporada.
Kaiann Barentin cobrou o candidato sobre o hábito de empurrar a conta das rodovias federais para Brasília. A resposta foi a síntese da entrevista: “a BR é responsabilidade do governo federal, mas o problema é nosso”. E completou: “não está se transferindo, está se omitindo da própria responsabilidade”. Na leitura dele, cabe a Santa Catarina cobrar do ente federativo em bloco — com Fiesc, instituições, imprensa e comunidade — ou negociar uma compensação para que o próprio Estado assuma a concessão por um período e toque as obras. O entrevistador ponderou que a definição da concessão só sai no ano que vem e relatou gastar no mínimo quatro horas no deslocamento de Joinville até o estúdio, associando o gargalo de infraestrutura a desgaste mental, perda de rendimento e prejuízo econômico. “Compromete o rendimento da pessoa, aumenta o risco de vida, encarece a operação, atrapalha o todo”, concordou o candidato, que promete posição “muito firme” contra o modelo atual: “nós não iremos aceitar”.
De garçom aos 14 anos a empresário emancipado aos 17
Natural do oeste catarinense e filho de uma família que descreve como muito humilde, Consoli contou que saiu de casa antes de completar 14 anos, porque o pai acreditava que “um menino de quatorze anos já era homem”. Foi morar sozinho em Rio do Sul há cerca de 35 anos. Depois de se estabelecer, buscou o pai e a mãe no interior, arrumou emprego para os dois e trouxe os irmãos — hoje todos trabalham com ele, à exceção de um, que segue nas Forças Armadas, em Brasília.
Aos 17 anos foi emancipado pela mãe e virou empresário: comprou uma lanchonete em um clube e o direito de exploração do salão de festas. O negócio cresceu no setor de eventos e, em 2020, segundo ele, atendia de Buenos Aires até Viçosa, em Minas Gerais, com operações sendo abertas no Uruguai e no Paraguai. “Até oitenta e cinco por cento da mão de obra que está nos eventos é freelance, é terceirizada”, afirmou, ao explicar que a empresa prosperou “alicerçada no esforço das pessoas” — o mecânico que, no fim da tarde, veste o uniforme de garçom para pagar o estudo do filho. É desse convívio, disse, que nasceu a decisão de entrar na vida pública.
“O Alto Vale empobreceu politicamente”
Perguntado sobre a região que pretende representar, Consoli descreveu o Alto Vale do Itajaí como “o coração do Estado”, corredor logístico por onde escoa boa parte da produção catarinense, com passado de liderança nacional na época em que o jeans era chamado de “ouro azul”, indústria metalmecânica pujante e a cebola em diversificação. O contraste, na versão dele, está no presente: as cheias travaram novos investimentos, a logística da BR-470 virou gargalo e a região estagnou — “algumas cidades mais do que as outras, é verdade”, ponderou — dentro de um estado que se tornou, segundo o candidato, o mais competitivo economicamente do país.
“O Alto Vale empobreceu politicamente nos últimos anos”, afirmou. A saída que propõe é ocupar cadeira na mesa de negociação: ele é o único candidato do Republicanos na região e diz que Rio do Sul “precisa ter o seu deputado” para levar demandas organizadas ao governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição. Consoli disputou a prefeitura de Rio do Sul em 2024 pelo PSD, ficou em segundo lugar com 9.288 votos e migrou para o Republicanos em janeiro de 2025, assumindo a coordenação regional do partido nos 28 municípios do Alto Vale. A candidatura foi homologada na convenção estadual da sigla, em 1º de agosto, em São José, no mesmo ato que confirmou o Republicanos na coligação de apoio à reeleição de Jorginho.
Sessenta dias na Alesc e a emenda não impositiva
Suplente eleito em 2022, Consoli assumiu a Assembleia Legislativa por 60 dias em 2023, a partir de 16 de maio, e integrou a Comissão de Finanças, trabalhando na LOA e na LDO. Foi ali, afirmou, que propôs a criação das emendas não impositivas: além da emenda impositiva e da emenda de bancada, o deputado passaria a poder deixar registradas na Lei de Diretrizes Orçamentárias as prioridades de sua região para o caso de o Estado fechar o orçamento com superávit. “Governador, caso haja uma sobra de dinheiro no estado de Santa Catarina, gostaríamos que fosse direcionada para tais prioridades”, resumiu. Para ele, a lei precisa ser instrumento de resolução, “não uma lei pífia, que somente exista”.
O entrevistador observou que fiscalizar e propor leis convive com o papel de compor o orçamento junto ao Executivo. Consoli não fugiu: “política é negociação, não nos enganemos”. No balanço levantado pelo Jornal Razão antes da entrevista, foram 24 projetos apresentados em dois meses, nove aprovados e o restante em tramitação. Entre eles está a lei da ajuda mútua, já sancionada, que dá cobertura jurídica e desburocratiza a cessão de equipamentos e de pessoal entre municípios em situação de calamidade, sem deixar desguarnecido quem cede. A proposta nasceu da vivência própria: por anos sua casa e sua empresa foram atingidas pelas cheias em Rio do Sul. “Aquele que não sofre nesse momento, com aquilo que tem disponível, é muito para aquele que sofre”, afirmou. O argumento que convenceu os demais parlamentares, segundo ele, foi o alcance estadual da medida — vale para a seca no oeste e para Porto União.
A lei das barragens e o caso do menino de Ituporanga
O projeto que ele mais destaca é o da transparência nas manutenções e operações das barragens catarinenses. O texto virou a Lei 18.921/2024, que institui a Política de Transparência da Operação, Manutenção e Medidas de Segurança das Barragens em Santa Catarina, aprovada em plenário durante o Alesc Itinerante em Blumenau e sancionada em 2024. Na justificativa, o autor apontou que uma auditoria operacional do Tribunal de Contas do Estado na Defesa Civil já havia identificado, em 2014, deficiências nas barragens públicas estaduais, com informações sobre projetos e execução acessíveis apenas por pedidos formais e ainda assim de forma insatisfatória. Consoli compara o que defende à inspeção obrigatória de elevadores: “os barramentos tinham que passar pela mesma vistoria constante”.
Na versão do candidato, a barragem de Ituporanga estava “completamente sucateada, com comportas enterradas”, e a falta de funcionalidade dos barramentos foi um dos grandes complicadores das enchentes de 2023, ao lado da ausência de protocolo claro sobre quando abrir e fechar comportas em ciclos sucessivos de chuva. Ele afirmou que teve negada, em um primeiro momento, uma visita técnica a uma barragem — “porque não queriam deixar que se conhecesse a realidade do barramento”, disse, sem nomear responsáveis — e que só conseguiu ir depois de conversar com o governador. Em 22 de junho de 2023 promoveu, em Rio do Sul, audiência pública que reuniu prefeitos, instituições e secretários de Estado. Sobre a Barragem Norte, em José Boiteux, contou ter permanecido nove horas em diálogo com a comunidade indígena, deixando o local quando o governador determinou o deslocamento das forças de segurança para viabilizar o fechamento do barramento.
Santa Catarina opera três barragens de contenção de cheias, todas no Alto Vale: a Sul, em Ituporanga; a Oeste, em Taió; e a Norte, em José Boiteux. O Estado aplica mais de R$ 94 milhões na recuperação, modernização e automação do sistema. A Barragem Sul concluiu em outubro de 2025 a maior reforma desde a construção, na década de 1970, com recuperação estrutural, substituição das cinco comportas e acionamento remoto operado da sede da Defesa Civil, em Florianópolis, a quase 150 quilômetros de distância. Consoli credita ao esforço do atual governo o fato de a estrutura estar hoje “cem por cento funcional” e afirma que, nas chuvas recentes, a operação com protocolo assertivo fez diferença de até um metro e meio no nível do rio.
Foi nesse ponto que ele abriu um parêntese para a morte de Antônio Carlos Gomes Teixeira, o menino de 4 anos com transtorno do espectro autista que desapareceu no domingo, 6, no bairro Salto Grande, em Ituporanga, durante o almoço de família no feriado. Segundo o candidato, o fechamento das comportas fez o rio baixar dois metros e permitiu localizar o corpo. Os números oficiais são próximos dos que ele citou de memória: o Corpo de Bombeiros informou que a Defesa Civil autorizou o fechamento das comportas da Barragem Sul de madrugada, o nível caiu cerca de dois metros em quatro horas, três embarcações entraram no rio Itajaí do Sul e o corpo foi encontrado no fim da tarde de segunda-feira, 7, a cerca de 14 quilômetros do ponto onde o menino teria entrado na água, depois de quase 30 horas de buscas. Consoli falou em 18 quilômetros, com a ressalva “se não me falha a memória”. Questionado se, sem a manobra, o corpo poderia não ter sido localizado, respondeu: “eu acredito que não”.
Durante a conversa, o entrevistador fez a checagem em tempo real e exibiu o painel do governo do Estado com o monitoramento das três barragens, com percentual de utilização, capacidade de reservação e situação das comportas. Consoli afirmou que uma parte vetada de sua lei já foi votada novamente por unanimidade na Assembleia, à espera da votação final, e que quer voltar ao Legislativo para concluí-la.
Causa animal: uma secretaria com orçamento próprio
Consoli defende a criação de uma secretaria estadual específica para a causa animal, com orçamento próprio. O argumento é de gestão: o custo já existe para o Estado e para os municípios, mas “está uma confusão sem tamanho”, com prefeituras que não olham nem para protetores nem para os animais. “Não adianta criar mais lei; as que existem não estão sendo aplicadas, não existe severidade na aplicação da lei”, afirmou, dizendo que o rigor varia conforme quem comete os maus-tratos.
Kaiann Barentin perguntou diretamente se a pauta não virou apenas bandeira de campanha. “Virou uma coisinha legal de falar da causa animal, o que eu acho um desrespeito com os protetores que carregam a causa nas costas há muito tempo”, provocou o entrevistador. O candidato respondeu que o tema vem do pai, homem semianalfabeto, boia-fria e “protecionista declarado de fauna e flora”, e que ele e a esposa atuam como mantenedores de projetos há anos, “sem alarde”. Relatou ainda que, nas enchentes de 2023, filmava a entrada em residências para registrar o resgate de animais deixados trancados: “a pessoa tem que ser responsabilizada por isso”.
Ele reconheceu o Pet Levado a Sério — programa estadual de castração lançado em abril de 2025, com R$ 18 milhões para 90 mil castrações em 281 municípios de até 100 mil habitantes — como “um grande passo”, mas cobrou monitoramento. Segundo Consoli, muitos municípios sequer haviam se cadastrado quando o prazo estava vencendo, a ponto de ele mesmo gravar vídeo pedindo adesão. O Estado chegou a prorrogar as inscrições por 30 dias, até 27 de setembro de 2025, quando 270 das cidades elegíveis já tinham aderido. “Cria a lei, ok. Destina a verba, ok. Mas é preciso a mão do Estado monitorar e controlar”, disse.
O entrevistador apresentou uma crítica construtiva ao formato: em vez de repassar recurso para cada prefeitura licitar por conta — o que vem gerando disparidade grande de preço entre municípios —, o Estado poderia licitar os mutirões em lotes, por regiões metropolitanas, associações de municípios ou credenciamento amplo. Consoli concordou que a gestão deve permanecer com o Estado e disse que o governador sinaliza disposição para aprimorar o programa.
Saúde única, hospitais sem raio-X e o INSS antes do escândalo
Cobrado sobre a promessa de zerar filas na saúde, Consoli fez uma ressalva à própria base: “a fila nunca vai acabar”. Na leitura dele, o que o governador quis dizer é que cada cidadão permaneça na fila o menor tempo possível, no ritmo adequado ao tratamento. O candidato usa a expressão “saúde única” para defender um olhar integrado, que inclui zoonoses, atenção ao idoso, esporte, cultura e saúde mental. Sobre estrutura, foi direto: “nós temos hospitais que não têm sequer um aparelho de raio-X ainda”, e há unidades com centro cirúrgico fechado e estrutura física “deplorável”. Para ele, parte do problema é de gestão — hospitais precisam produzir mais para ampliar o teto MAC e acessar recursos, e a demanda precisa chegar à Secretaria de Estado da Saúde — e a rede deve ser regionalizada, deixando alta complexidade e trauma para os hospitais regionais.
Consoli disse ter contribuído com a construção do programa Universidade Gratuita e quer avançar sobre as contrapartidas: as horas de trabalho devolvidas à comunidade pelo profissional formado e os projetos de extensão precisam “virar operação” nos municípios. “Nós não podemos formar profissional para o mundo; eles têm que fazer residência em Santa Catarina e querer ficar nos nossos hospitais”, afirmou. Citou a educação como base — “o Ideb me preocupa muito, o letramento das crianças nos preocupa muito” — e cobrou atenção ao funcionalismo: “cuidar de quem cuida das pessoas; o discurso está bonito por aí, mas ações efetivas não se vê”.
Outra frente que reivindica é anterior ao noticiário nacional. Segundo o candidato, ele promoveu em 2023, pela Comissão de Proteção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, a primeira audiência pública de que se tem notícia no Brasil sobre empréstimos consignados fraudulentos do INSS. Apresentou ali, afirmou, o caso de uma idosa de São José com 95 descontos na aposentadoria e cálculos de especialistas apontando 94 anos como tempo médio para quitar um empréstimo de R$ 7 mil. “Um verdadeiro escândalo”, disse, sustentando que 800 mil aposentados catarinenses entravam em situação de empobrecimento e já não conseguiam pagar a medicação contínua.
Apoio a Jorginho, voto em Flávio Bolsonaro e apelo contra a abstenção
Questionado sobre sua avaliação do governo estadual, Consoli se declarou defensor das ações da gestão e disse que Jorginho Mello sentou com todos os prefeitos e prefeitas do Estado em dois grandes momentos, algo que, segundo ele, não teve notícia em governos anteriores. Citou obras de mitigação de cheias, mini barragens em licitação, desassoreamento de rios, equipamentos para o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, o decreto de emergência antecipado, os programas Estrada Boa e Estrada Boa Rural, a extensão da rede elétrica trifásica e investimentos na Casan. “Nós temos que ser aquilo que nós realizamos, não somente aquilo que nós falamos”, afirmou.
Para a Presidência, declarou apoio a Flávio Bolsonaro: “eu sou um homem de direita, equilibrado na fala, equilibrado nas ações”. No encerramento, diante do dado de alta abstenção e da campanha Vote com Razão, do Jornal Razão, fez um apelo aos eleitores: “o dia da eleição não é dia de gerar uma revolta e dizer: não irei à urna porque a multa é pequena”. Quem faz isso, disse, “está dando condição das coisas não acontecerem, de você ser mal representado”. E fechou: “a grande mudança de tudo aquilo que se quer vai acontecer diante do seu voto lá na urna do dia 4 de outubro”.
São 410 candidatos disputando as 40 cadeiras da Assembleia Legislativa de Santa Catarina neste ano. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
As declarações, opiniões e acusações reproduzidas nesta reportagem são de responsabilidade do entrevistado. O Jornal Razão registra no corpo do texto o contraditório apontado durante a conversa e garante espaço de resposta às pessoas e instituições citadas.
























