Marina Silva quer “UTI climática” em 1.942 cidades e cita “remoção de população”; SC tem 72 na lista
Em entrevista para a CNN Brasil, a Ministra Marina Silva revelou planos do Governo Lula para criar ‘UTI Climática’ em 1942 municípios do Brasil. Santa Catarina tem 72 cidades na lista.
Por Equipe Jornal Razão·20 mai 2024·5 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Em recente entrevista à CNN Brasil, Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente, revelou os novos planos do governo brasileiro para enfrentar o que chamou de ‘adversidades das mudanças climáticas’, que incluem a criação de uma ‘UTI Climática’ em 1.942 municípios, sendo 72 deles em Santa Catarina. O projeto visa estabelecer uma série de medidas urgentes e contínuas para a prevenção de desastres naturais, que poderiam até incluir a realocação de populações de áreas extremamente vulneráveis.
Marina Silva descreve o plano como uma “operação de guerra”, necessária para lidar com os crescentes efeitos climáticos adversos. A iniciativa não é apenas uma resposta a eventos imediatos, mas uma estratégia de longo prazo que busca preparar o país de forma robusta e sustentável.
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A Ministra também mencionou a importância da educação sobre o luto e o enfrentamento do negacionismo climático como componentes cruciais para o sucesso das políticas ambientais. Segundo ela, experiências internacionais ainda são escassas nesse tipo de abordagem, o que coloca o Brasil numa posição de aprendizado, mas também de liderança potencial na gestão de crises climáticas.
O futuro órgão federal, que ainda não tem nome definido, será responsável pela implementação, gerenciamento e fiscalização deste ambicioso plano. Marina fez questão de esclarecer que, embora a estrutura se assemelhe à proposta anterior de uma Autoridade Climática, o foco agora está totalmente voltado para a operacionalização e eficácia das medidas propostas.
A ministra evitou estabelecer um prazo específico para a apresentação do plano, indicando que as discussões estão em andamento de maneira colaborativa entre vários ministérios, incluindo o do Desenvolvimento Regional e o de Ciência e Tecnologia, além do próprio Ministério do Meio Ambiente.
Dentro do plano, um dos pontos mais notáveis é a possibilidade de decretar uma emergência permanente em municípios altamente suscetíveis a eventos climáticos extremos. Isso permitiria a realização contínua de obras de infraestrutura como drenagem, contenção de encostas e sistemas de alerta, com recursos orçamentários garantidos e, em casos excepcionais, benefícios fiscais.
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Marina utiliza a recente tragédia no Rio Grande do Sul como um exemplo doloroso de aprendizado e um chamado ao Congresso para uma mudança permanente na análise de projetos que impactam o meio ambiente.