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“É uma obra que os nossos netos vão ver”: Osmar Teixeira desmonta a promessa do túnel Itajaí-Navegantes

Em entrevista ao Jornal Razão, o pré-candidato a deputado estadual Osmar Teixeira afirmou que a ponte Itajaí-Navegantes teria nota 2 do Tribunal de Contas, disse ter visto "reboco em cima de rachadura" na reforma de R$ 24 milhões e alertou que o túnel de mais de R$ 1 bilhão terá pedágio estimado entre R$ 8 e R$ 10.

“É uma obra que os nossos netos vão ver”: Osmar Teixeira desmonta a promessa do túnel Itajaí-Navegantes
Foto: Reprodução
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Comunicador e ex-vereador de Itajaí, Osmar Teixeira, 30 anos, veio ao estúdio do Jornal Razão para uma entrevista de mais de 40 minutos em que traçou a própria trajetória, do jornalzinho escrito à mão aos sete anos aos quase 43 mil votos na disputa pela Prefeitura de Itajaí em 2024, e disparou contra o que chama de “falta de representatividade” do Litoral Norte e do Vale do Rio Tijucas.

Pré-candidato a deputado estadual, ele afirmou que a ponte Itajaí-Navegantes teria recebido nota 2, numa escala de 1 a 5, do Tribunal de Contas, disse ter visto “gente jogando reboco em cima de rachadura” numa reforma de R$ 24 milhões, e cravou que o sonhado túnel, orçado em mais de R$ 1 bilhão e com pedágio estimado entre R$ 8 e R$ 10, só deve ser visto pelos netos da geração atual.

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A entrevista completa está disponível no canal do Jornal Razão no YouTube.

ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA

https://youtu.be/kI5INs-A9WE

DO JORNALZINHO DE SALA DE AULA À TERCEIRA MAIOR VOTAÇÃO DE ITAJAÍ

A conversa começou pelo começo. Segundo Teixeira, tudo nasceu aos sete, oito anos, no colégio Newton Cocker, onde ele escrevia à mão um jornal com o que acontecia dentro da sala e saía distribuindo. “Os pais dos alunos gostaram, compraram aquilo pra saber o que que os alunos faziam. Então eu era o fofoqueiro da escola”, contou. Dali, afirma, veio a percepção de que a comunicação era ferramenta para “batalhar pelas pessoas”.

O passo seguinte foi o movimento estudantil em Itajaí, entre 2013 e 2014. Ele sustenta que aquela foi a primeira vez em que uma união de estudantes secundaristas da cidade não permitiu que partidos influenciassem a pauta, ressalva que, na leitura dele, explica boa parte dos problemas de hoje. “Foi realmente voltado pro que os estudantes precisavam”, disse. Depois vieram o rádio e a televisão.

Em 2020, elegeu-se vereador com 2.117 votos, a terceira maior votação da cidade, e assumiu a liderança da oposição ao governo do MDB, então comandado pelo prefeito Volnei Morastoni. Em 2024, disputou a Prefeitura de Itajaí, fez quase 43 mil votos e ficou em segundo lugar, atrás do atual prefeito, Robson. “É ruim perder. Dá uma ressaca no outro dia que tu não quer nem sair de casa”, admitiu. No dia seguinte, segundo ele, já estava de volta ao rádio e à TV.

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“FILHO DA DONA CELINA E DO SEU OSMAR”: O LADO PESSOAL E O VÍNCULO COM TIJUCAS

Provocado pelo entrevistador a dizer quem é o Osmar “de verdade”, para além da trajetória profissional, ele se apresentou como “aquele menino que nasceu na Vila Operária, filho da dona Celina, vendedora autônoma, filho do seu Osmar, caminhoneiro durante quarenta anos”. Hoje mora no Cordeiros, o bairro mais populoso de Itajaí. Questionado se foi metalúrgico, numa comparação bem-humorada do entrevistador com a biografia de Lula, negou: vendeu brigadeiro, entregou panfleto, trabalhou em lavação e na Viação Praiana, concessionária do transporte coletivo de Itajaí.

O vínculo com a Praiana virou piada no estúdio, e ele rebateu: “Se tem alguma coisa pra falar, a gente desce o cacete”. Como vereador, afirma ter protocolado requerimentos sobre problemas nas rampas de acesso de ônibus para pessoas com deficiência. “Não só na Praiana. O transporte público, de modo geral, sempre muito sucateado”, ponderou.

A esposa, Carlinha, é tijucana e acompanhou a entrevista no estúdio. Os dois se conheceram aos 14 anos, quando ela havia se mudado de Tijucas para Itajaí para estudar, ficaram nove anos separados e se reencontraram há cerca de três ou quatro anos. Sobre o peso da vida pública no casamento, ele foi direto: “A primeira eleição tua, tu ganha em casa. Se tu não ganhar a tua eleição em casa, tu nem sai pra rua, porque realmente vai dar ruim”. E resumiu o mandato como “uma renúncia”, dizendo que a mulher “compartilha das alegrias e das dores” e não é “aquela coisa clichê apenas pra ficar bonito na foto”.

A TESE CENTRAL: “GRANDE PARTE DOS NOSSOS VOTOS VÃO PRA FORA”

O entrevistador do Jornal Razão cobrou o ponto que atravessou toda a conversa: por que a região é tão mal representada, a ponto de ninguém pegar a BR-101 entre Florianópolis e Navegantes “sem sentir um arrepio”. Na resposta, Teixeira sustentou que, rodando o Estado, encontrou no Sul catarinense um eleitorado que fecha em torno dos próprios nomes. “Os caras falam na lata pra ti: beleza, tu é gente boa, fala legal, mas aqui não dá, vou votar em quem é da minha região”, relatou. No Litoral Norte, diz, esse entendimento não existe, e “grande parte dos nossos votos vão pra fora”.

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O efeito prático, na versão dele, é a perda de prioridade: “Se ele tiver que escolher por quem ele vai brigar, ele vai brigar onde tá a base eleitoral mais forte dele”. Segundo Teixeira, o último eleito para a Assembleia Legislativa com base eleitoral forte em Itajaí foi Volnei Morastoni, há quase 15 anos; antes dele, Jandir Bellini, que em 2006 teria feito 41 mil votos dentro da cidade e pouco mais de três mil fora. De 1996 em diante, afirma, Itajaí só conheceu o revezamento entre os dois, 28 anos de “sai Jandir, entra Volnei”, o que teria gerado um trauma justamente na hora de renovar o ciclo.

Ele fez a ressalva de que existem “bons quadros” e gente que aparece de vez em quando e destina uma emenda, mas cobrou presença permanente: “Tu só pode representar e brigar por aquilo que tu conhece”. Sobre a atuação de Morastoni como deputado, foi cauteloso: diz que era muito jovem para acompanhar, lembra que o ex-prefeito chegou a ser governador interino e avalia que “acho que ele se perdeu foi na última oportunidade que teve como prefeito”.

PONTE ITAJAÍ-NAVEGANTES: NOTA 2 DO TRIBUNAL DE CONTAS E “REBOCO EM CIMA DE RACHADURA”

Perguntado diretamente se a ponte Itajaí-Navegantes pode cair, Teixeira devolveu a responsabilidade da afirmação: “Quem falou foi o Tribunal de Contas. Os caras foram lá com laudo e numa nota de um a cinco, a ponte tá com nota dois”. Segundo ele, a estrutura estaria cheia de fissuras. “Eu não sou engenheiro”, ressalvou, antes de descrever o que diz ter visto na obra.

Eu encontrei lá muita gente jogando reboco em cima de rachadura, pra eu ser bem honesto.

Na versão do pré-candidato, a FIESC teria contratado engenheiros, emitido laudo e concluído que o ideal seria demolir a ponte e construir uma nova, já com mais pistas para desafogar o tráfego e permitir a ligação das marginais das duas cidades. “Mas os caras ignoraram e decidiram fazer o básico”, afirmou. Esse básico, diz, custaria R$ 24 milhões.

Ele também citou o trevo Itajaí-Ilhota, que liga Cordeiros, Portal e a região do Santa Regina, como caso em que, segundo ele, o governo do Estado teve de fazer o que o governo federal não fez. Empresários bancaram o projeto para acelerar o trâmite, mas “agora vai vir a conta”: com o projeto executivo sendo entregue, a estimativa que ele apresenta é de R$ 90 milhões a R$ 100 milhões. Sobre a BR-101, apontou como prioridade básica as marginais ligando Itajaí de ponta a ponta e lembrou que a rodovia é responsabilidade federal, com audiência pública recente na Univali.

O TÚNEL DE R$ 1 BILHÃO E O PEDÁGIO QUE NINGUÉM COMENTA

O entrevistador classificou o projeto do túnel Itajaí-Navegantes de “megalomaníaco”, sem desqualificá-lo, e perguntou se sai ou se é “mais uma historinha pra boi dormir”. Teixeira respondeu que o projeto parece avançado, mas puxou a memória: quando entrou na política, apresentaram no mesmo local o projeto de uma ponte ligada à BR-470, com Via Expressa Portuária, ao custo aproximado de R$ 200 milhões. “O tal túnel custa mais de um bilhão”, comparou.

Sobre prazo, foi taxativo, mesmo dizendo querer estar errado: “Eu até acredito que sai, mas é uma obra que os nossos netos vão ver. Sendo bem otimista”. Ele lembra que, ainda vereador, aprovou a papelada para o pedido de financiamento internacional, matéria que, segundo ele, passou também por Balneário Camboriú e Navegantes, cidades que deram aporte, e diz que dispositivos de prestação de contas foram incluídos na lei. “Não depende só da turma aqui, e acho que a turma aqui quer fazer”, ponderou.

O ponto que ele fez questão de sublinhar é o que considera mal explicado ao público: “O túnel vai ter pedágio na parada”. A estimativa que consta no projeto, segundo sua lembrança, é de R$ 8 a R$ 10, abaixo dos R$ 10 a R$ 12 pagos hoje no ferryboat, como observou o entrevistador. Ainda assim, disse: “Gera uma frustração a gente ter esperado tanto pra ainda ter que passar em algo pedagiado”. Sobre quem administraria a cobrança, admitiu que não se sabe: “Ali vai ser feita alguma concessão, muito provavelmente”. Ambos concordaram que o pedágio se justifica quando há contrapartida: “Ele é importante quando tu tem retorno, não quando tu tem uma artéria que não te devolve isso com investimento na malha viária”.

SAÚDE: MATERNIDADE, MARIETA LOTADO E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Questionado sobre a polêmica da maternidade de Itajaí, em que o PT acusou o prefeito Robson de negligenciar e perder o equipamento e o prefeito respondeu que não foi bem assim, Teixeira evitou tomar partido e classificou o episódio como bate-boca ideológico em que “ninguém ganha, porque um puxa prum lado, outro puxa do outro”. Segundo as informações que diz ter, houve intenção de construção com recursos federais, o governo federal alegava falta de contrapartida municipal e o município afirma ter apresentado os dados e cedido a área pedida.

Ele reconheceu como legítima uma preocupação da prefeitura: “Beleza, o governo federal vai bancar a maternidade e a construção. E a manutenção? Não é barato isso”. Mas emendou que a obra é necessária para desafogar o Hospital Marieta Konder Bornhausen, que descreve como problema crônico. Mesmo com a nova torre do complexo Madre Teresa, afirma, os leitos de UTI seguem superlotados, “porque a região tá agonizando”.

O tema que mais o mobilizou foi a assistência a gestantes. Ele citou casos noticiados pelo próprio Jornal Razão, inclusive envolvendo o Hospital Ruth Cardoso, e afirmou: “Caso de violência obstétrica é uma das coisas que mais me revolta”. Na argumentação dele, a gestante muitas vezes não consegue falar e a criança no ventre não pode se defender. Reconheceu investimentos do governador Jorginho Mello no Marieta, com centro obstétrico atualizado e foco em humanização depois que a Rede Madre assumiu o comando da unidade, mas defendeu “sair da caixa”: nova maternidade, novo hospital infantil para tirar o gargalo do Pequeno Anjo e a discussão de um hospital regional, com projetos em pauta em Barra Velha e Guaramirim.

Ele apontou ainda um vazio assistencial: não há leitos para queimados na região. Segundo Teixeira, o Pequeno Anjo faz atendimento paliativo e depois transfere para Florianópolis ou Blumenau. A conclusão que tira vale, disse, para Itajaí, Tijucas e todo o Litoral Norte: “Aquilo que a gente produz não tá sendo retribuído pra gente com grandes investimentos”, principalmente no nível federal.

“VAI SER SÓ GRAVATA OU VAI SER TRABALHO?”

O entrevistador elogiou a fluência do convidado, mas transformou o elogio em cobrança: “até papagaio fala”, lembrou, e perguntou se, eleito, seria só discurso. “Vai ser trabalho”, respondeu Teixeira, que pediu ao público que não acredite nele, e sim que pesquise. “Vai fundo, vai nas redes sociais. Hoje em dia a internet tá aí pra nos mostrar muita coisa, o passado do cara, seja ele bom ou ruim”. Ele afirma ter feito na Câmara um mandato “sem qualquer mácula”.

Como prova de trabalho sem mandato, citou a articulação para levar a Itajaí o método Wolbachia de combate à dengue, com ida ao Ministério da Saúde em Brasília e apoio da deputada Paulinha. “Por mais que eu tenha as diferenças ideológicas com o governo federal, eu tinha que bater na porta do Ministério da Saúde pra que a gente pudesse trazer algo”, disse, lembrando que hoje não ocupa cargo público.

Ele também criticou a cultura da emenda como troféu: “Emendinha, chega lá, tá aqui, faz uma foto bonita segurando o ofício. Não é só isso”. Na visão dele, a emenda é obrigação e devolução do imposto do cidadão. “Não tá fazendo nada mais, nada menos do que aquilo que foi eleito pra fazer”, afirmou, defendendo que o diferencial é as pessoas saberem onde encontrar o parlamentar. Sobre a competência estadual, argumentou que existe sintonia entre as esferas e que a Alesc é “uma das melhores do Brasil em fornecer ferramentas pros seus deputados”, inclusive de fiscalização.

AMFRI, PONTE DE LAGUNA E O “SILÊNCIO ENSURDECEDOR”

Perguntado se a AMFRI tem representatividade efetiva ou virou “cabide” para políticos acomodados depois de deixarem cargos eletivos, Teixeira admitiu que “já tivemos muito isso”, com “figurinhas que ficaram dez, 15 anos”, mas avaliou que houve repaginada e mais transparência. A associação, ressaltou, é a junção dos prefeitos: “Se tu tens uma turma que não quer ir pra frente, a AMFRI vai pra trás”. É a entidade, segundo ele, que conduz o processo do túnel.

A conversa chegou à ponte de Laguna, no Sul do Estado, caso noticiado pelo Jornal Razão. O entrevistador observou que não viu nenhum deputado do PT se manifestar sobre a obra, nem para defender, nem para criticar, mesmo diante de documentos que teriam sumido. Teixeira leu o episódio como sintoma do que critica: “Tu tás entendendo qual é o problema de quando o viés ideológico partidário é colocado acima do bem-estar da população? Os caras não podem falar, porque não vai agradar o partido”.

O silêncio é ensurdecedor.

O entrevistador ponderou que estruturas apresentam problemas e que ninguém espera uma ponte eterna. Teixeira concordou, mas sustentou sua leitura: “Ali me parece que houve uma negligência. Isso daí tá muito claro”. Para ele, o padrão se repete porque os processos não são acompanhados depois da denúncia: “Tu faz muita coisa buscando like. É legal denunciar o problema da ponte, todo mundo gostou. Vamo acompanhar esse processo da manutenção?”. Citou como exemplo o viaduto entre Itajaí e Brusque, entregue pelo governador, cuja rodovia de ligação já voltou a exigir socorro por falta de iluminação.

SC-410 NO BREU: O CASO QUE O JORNAL RAZÃO LEVOU PARA A MESA

O entrevistador expôs o caso que considera sintoma da doença política que os dois discutiam. O Vale do Rio Tijucas, disse, não tem a pujança econômica do Vale do Itajaí e, sobretudo, não tem representatividade política. Contou que, voltando à noite de São João Batista, onde mora o sogro, via a SC-410 completamente às escuras: “Desculpa, o meu pai era cego, mas até o meu pai que era cego conseguia ver que a SC-410 não tinha iluminação”. O jornal, lembrou, produziu documentários e reportagens sob o título “Vidas perdidas na SC-410”.

Sem mandato, o jornalista afirma ter pedido pessoalmente a emenda que resolveu o problema: “Eu não sou deputado, não sou vereador, não sou prefeito, eu não sou nada politicamente falando”. Segundo o relato dele, o deputado Alex Brasil destinou R$ 300 mil; o prefeito de São João Batista assumiu o compromisso e executou; e a empresa Flores de Sal bancou R$ 50 mil do projeto executivo de iluminação. Hoje o trecho entre a entrada de Tijucas e o Flores de Sal está iluminado. “Será que todo mundo que diz representar o Vale do Rio Tijucas, que vem aqui pedir voto, passa de helicóptero e não olha ali pra baixo?”, questionou.

A ponderação seguinte veio do próprio entrevistador: os deputados, muitas vezes, não sabem para onde mandar emenda, e por isso perguntam ao vereador local. Teixeira concordou e devolveu o argumento como tese: “Tu conseguiu a revitalização porque usou uma ferramenta que tu tens”, disse, comparando o network do jornal às ferramentas legislativas de que dispõe um deputado. O diagnóstico do jornalista foi ainda mais duro: “Eu vejo isso como um sintoma de como tá doente a nossa política”, por estar ocupada com coisas supérfluas em vez do básico bem feito.

“SOU CONSERVADOR”: A FOTO AOS 12 ANOS E O LIMITE DO DEBATE IDEOLÓGICO

Teixeira relatou o que diz ter sofrido na eleição para prefeito. Segundo ele, adversários admitiam ter revirado sua vida “de ponta cabeça” atrás de algo e teriam achado uma foto de quando ele tinha 12 anos, ajudando uma professora candidata a vereadora por um partido que ele associa ao campo do PT. Nessa chapa, afirma, o candidato a prefeito era Nicolas Reis, hoje secretário na gestão do prefeito Robson, pelo PL. “Naquele momento não havia essa discussão do que que era esquerda, do que que era direita”, ressalvou.

A partir do episódio, ele se definiu: “Por um princípio meu de fé, eu sou um cara conservador, de direita”, dizendo que isso vem antes da ideologia partidária. Mas fez questão de fixar sua prioridade com duas perguntas: “O cara que morreu e que vocês noticiaram aqui na SC, tu sabe se ele é de direita ou de esquerda? A gestante que às vezes morre por negligência e violência obstétrica, nós sabemos se ela vota no treze ou no vinte e dois?”. E completou: “A ideologia tem que ser defendida. Eu só fico chateado quando a gente inverte as prioridades”.

O entrevistador distinguiu debate ideológico sério de debate raso e citou o caso em que o Jornal Razão foi processado por publicar o vídeo de uma drag queen dançando numa escola em São José, processo que o veículo venceu, segundo ele, porque apenas reproduziu material enviado por pais e professores indignados. “Com todo respeito à drag queen, cada um faz o que quiser da vida, não estou aqui pra ditar moralidade”, ressalvou o jornalista, defendendo que a discussão é de bom senso e de espaço adequado, não de ideologia. Teixeira concordou: “Envolve uma questão de moral e civilidade”. E endossou a crítica do entrevistador à tribuna usada como palco, “criar teoria da conspiração pra querer ganhar likezinho é um desserviço pra Santa Catarina”, acrescentando que quem faz isso “tá desonrando aquele eleitor que acreditou em ti”.

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