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“Vou acabar com todos os moradores de rua”: João Rodrigues promete “fazer a limpa” em SC

Sem medir palavras, ele afirmou que, se for eleito, vai “acabar com todos os moradores de rua” que segundo sua fala representam hoje um problema de saúde pública, segurança e dignidade.

“Vou acabar com todos os moradores de rua”: João Rodrigues promete “fazer a limpa” em SC
Foto: Reprodução
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Durante discurso inflamado no evento estadual do PSD em São José nesta quarta feira 03, o prefeito de Chapecó e pré candidato ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues, fez declarações contundentes sobre a situação da população em situação de rua no estado.

Sem medir palavras, ele afirmou que, se for eleito, vai “acabar com todos os moradores de rua” que segundo sua fala representam hoje um problema de saúde pública, segurança e dignidade.

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“O que estão fazendo nas ruas não é direito. Estão se agredindo, defecando, se drogando em público. Me deem um ano como governador e eu acabo com essa situação em Santa Catarina”, declarou.

Crítica à omissão do governo estadual

Rodrigues voltou a criticar o governador Jorginho Mello afirmando que o governo tem bilhões em caixa mas nenhuma política pública efetiva para lidar com o avanço da dependência química e o crescimento desordenado de moradores de rua.

“Não tem uma política decente pra ajudar os prefeitos. Florianópolis foi tomada pelos dependentes químicos e o governo cruza os braços”, disparou.

“Não há programa nem recurso. Não é prioridade para esse governo.”

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Resposta à mídia e discurso de enfrentamento

Rodrigues criticou também o que classificou como tentativa de difamar Santa Catarina ao comentar reportagens nacionais que denunciaram supostos abusos contra pessoas em situação de rua. Para ele a cobertura foi enviesada.

“Queriam colar a imagem de que somos racistas, xenofóbicos, que tratamos mal os sofredores. Mas erraram. Quando chegaram aqui encontraram a Juliana Pavan, uma guerreira. E em Chapecó não acharam o defeito que buscavam”, afirmou.

O prefeito admitiu que houve uso de guardas armados para proteger áreas sensíveis da cidade onde havia atuação de facções.

“Dizem que era higienização, mas era proteção. Porque onde o Estado não age, o crime cobra pedágio até de morador de rua.”

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Promessa de política de Estado

Apesar do tom duro, Rodrigues afirmou que sua proposta não é repressão violenta e sim reorganização e tratamento.

“Não é maltratar, não é prender. É criar um projeto de Estado. Essas pessoas estão fazendo mal a si mesmas e às cidades. O problema é sério. Mas falta coragem e projeto.”

Ele finalizou dizendo que a próxima semana trará novas ações em Chapecó.

“O serviço vai dobrar. O que vocês viram não é nada”, prometeu.

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