O vereador Gilberto Pinheiro, o Gemada, motorista de ônibus de carteira assinada, nascido na Costeira e hoje pré-candidato a deputado federal, esteve no estúdio do Jornal Razão para uma entrevista de mais de 45 minutos com o diretor Lorran Barentin. Ele afirmou que a obra de iluminação da praia do Campeche foi paralisada após denúncia no Ministério Público por “motivos políticos”, acusou o vereador Marquito (PSOL) de incoerência ambiental, disse que a Grande Florianópolis está “desassistida” por não ter deputado federal próprio e defendeu o fim da cota da tainha em Santa Catarina. Também contou a origem do apelido: levou uma surra do pai e cumpriu uma semana de castigo lavando rodados de ônibus depois de atirar ovos em coletivos, aos 14 anos.
Quem é o Gemada: cobrador aos 14, motorista aos 21, oito registros na mesma empresa
Filho de Alcebides e Madalena, Gilberto Pinheiro nasceu no bairro Costeira, em Florianópolis, e depois foi morar no Rio Tavares. Antes da política, foi cobrador de ônibus a partir dos 14 anos, cargo em que entrou levado pelo próprio pai, motorista da empresa. Aos 21, assumiu a direção. Segundo ele, foi o cobrador mais novo e o motorista mais novo da história da companhia, onde acumula oito registros em carteira: saía para trabalhar na política quando era chamado e voltava depois. No total, contabiliza 26 anos no transporte público.
A trajetória anterior inclui trabalhos que ele faz questão de listar: vendeu banana recheada na Costeira, vendeu amendoim nos jogos do Avaí, embora se declare figueirense, e foi servente de pedreiro. “Eu não vim de família rica, eu não tenho nome político”, afirmou, dizendo que não é filho de grandes políticos e que chegou à Câmara porque trabalhou muito. Também citou envolvimento com grupo jovem na catequese e com escolinhas de futebol.
Sobre a profissão que consta na carteira, foi direto: mesmo hoje, como vereador, se define como motorista de ônibus. “A gravata não me pertence. Ela está comigo no momento que você precisa usar o terno”, disse, ao se apresentar como um político de rua e de chinelo havaiana.
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A vala do Rio Tavares e a briga com o ICMBio
A conquista que ele aponta como principal do mandato é a limpeza e a dragagem da vala de drenagem do Rio Tavares, no sul da Ilha. Na versão do vereador, o canal não recebia limpeza desde 1986, e a intervenção reduziu alagamentos numa comunidade que, segundo ele, perdia móveis e casas a cada chuva forte. Ele afirmou que o ICMBio havia embargado o serviço e que foi preciso ir à Justiça Federal junto com o prefeito Topázio Neto (Republicanos) para liberar a obra.
Gemada disse que a resistência de órgãos ambientais a uma “simples limpeza de vala” é um problema que se repete em vários pontos de Santa Catarina. Ele reconhece que é preciso cuidar do meio ambiente, mas critica o peso dado à fauna local. Sustenta que, ao entrar uma máquina na vala, “o animal não vai ficar ali, ele vai sair, vai para o local dele”. Na avaliação dele, os órgãos ambientais “são bem complicados”.
O entrevistador ponderou o outro lado da restrição ambiental ao relatar a própria experiência em Fernando de Noronha, onde o ICMBio impõe limites severos e há, segundo ele, razões para isso. Comparou com trechos do Nordeste, como São Miguel dos Milagres, onde encontrou beach clubs e resorts de frente para o mar sem os mesmos entraves, e observou que em Santa Catarina a lógica é outra.
Iluminação do Campeche parada: 35 postes, denúncia no MP e audiência no dia 29
O caso mais quente da entrevista é a iluminação da praia do Campeche. O projeto prevê 35 postes, e parte da orla, segundo o vereador, já é iluminada. Depois de uma denúncia no Ministério Público, a obra foi paralisada e há pedido para retirar os postes já instalados. Ele afirmou que a Justiça determinou a manutenção dos postes por enquanto e que uma audiência de conciliação está marcada para o dia 29, envolvendo a prefeitura e outra entidade cujo nome ele não soube precisar durante a conversa.
Gemada sustenta que a paralisação tem fundo político, não ambiental. Segundo ele, os argumentos contrários mudaram ao longo do processo: “primeiro que era a tainha, depois os pescadores disseram que não atrapalha nada a tainha, depois disseram que era o peixe, depois a fauna, depois a restinga”. Ele diz reconhecer que existe quem seja contrário à iluminação da praia, mas afirma trabalhar “para a maioria, não para a minoria”.
Foram contra por ser contra. Foi por motivos políticos.
A explicação que ele dá para o embate é pessoal: “É porque o Gemada foi o mais votado.” Diz ter sido o vereador mais votado no Campeche, no Rio Tavares e na Costeira, com mais de mil votos em um único colégio, num bairro que descreve como “teoricamente de esquerda”. Na leitura dele, “eles querem derrubar o Gemada, quer tirar o Gemada do caminho”. Como reação, gravou um vídeo com o argumento de que, se retirarem os postes novos, terão de retirar todos os que já existem, inclusive os que servem aos ranchos de pescadores.
A acusação de incoerência contra Marquito e o deck sobre a restinga
O vereador dirigiu a crítica mais direta ao colega Marquito, do PSOL. Segundo Gemada, quando ele pediu decks de acessibilidade que passam por cima da restinga, estrutura que, na sua descrição, protege a vegetação e deixa a capivara passar por baixo, o grupo de Marquito foi contra. Já quando o próprio Marquito destinou emenda impositiva para um deck sobre a mesma restinga, no Matadeiro, foi favorável e gravou vídeo. O vereador afirma ser favorável também ao deck do Matadeiro, o que, na visão dele, apenas reforça a contradição do adversário.
Ele citou ainda uma publicação nas redes de Marquito sobre um deck previsto dentro do canal da Barra da Lagoa e argumentou que, se o pedido viesse de um político de direita, a crítica seria imediata: “Ele já vai dizer que o veneno da madeira do Pinus vai cair no mar.” E concluiu: “Ele é contra os postes e favorável ao deck em cima da restinga. Então, é pura incoerência.” Segundo Gemada, a prova está na própria rede social do colega. O Jornal Razão não ouviu Marquito sobre as afirmações.
Outro caso citado foi a entrada principal da praia do Campeche, que ele diz nunca ter sido pavimentada em 40 anos por se tratar de terreno privado, até a prefeitura obter a cessão de uso. Na versão do vereador, a obra foi feita sem dinheiro público e, ainda assim, houve tentativa de barrá-la. Ele atribui a um professor da UFSC a alegação de que a água da drenagem da chuva iria para o mar, em área de patrimônio tombado da União. A reportagem não ouviu o professor.
A leitura política de Florianópolis
Perguntado sobre a divisão ideológica da capital, Gemada traçou uma assimetria. Diz que existe uma direita em Florianópolis, mas “não uma direita fanática”, e que ela “não quer entrar na briga porque está trabalhando, tem mais o que fazer”. Já sobre os adversários, reconhece organização: “Nós somos a esquerda, nós somos organizados. E realmente é. Ali tu não vê eles brigando.” Segundo o vereador, um grupo pequeno consegue fazer barulho na rua enquanto os apoiadores dele ficam nas redes.
Para medir apoio, apontou a repercussão da própria publicação sobre os postes, em que diz ter identificado maioria favorável e minoria contrária. “Quem curte é porque gostou. Mas tem medo de se expor”, afirmou. O entrevistador contrapôs que a divisão pode ser lida como equilíbrio saudável, lembrando o desempenho de Lula na capital e defendendo que uma corrente balanceando a outra é bom para a democracia.
Sobre ser vereador de base, admitiu o desconforto da posição: se o prefeito acerta, o bônus raramente é dividido; se erra, a cobrança chega. O entrevistador observou que é mais fácil ser oposição, porque basta dizer que está tudo errado. Gemada concordou: “Se eu sair aqui do teu estúdio, eu vou andar 100 metros, eu vou achar 10 defeitos.” Mas disse não querer ser ingrato com Topázio Neto, com quem afirma ter atendido muitas demandas, e garantiu que cobra mesmo sendo base, inclusive o ex-prefeito Gean Loureiro. Contou que liga para o prefeito às 6h30, antes de ele sair de casa, “porque depois das sete muita mensagem ele tem”.
Rodovias, “queijo suíço” e cobrança ao governo do estado
O vereador levou a cobrança também ao governo estadual. Disse ter conversado com o governador Jorginho Mello (PL) sobre a situação das rodovias estaduais em Florianópolis e defendeu a municipalização dos trechos: “Estrada boa tem que ter lá em Florianópolis também. Então, municipaliza.” Elogiou o governador e afirmou ter votado nele, mas ressalvou que “o Jorginho não vai conseguir cuidar de Santa Catarina sozinho, por isso ele tem o secretariado dele”.
O alvo específico é o trecho de três pistas do Rio Tavares, que ele descreve como uma solução única e malconservada: duas faixas no sentido bairro-centro pela manhã e duas no sentido inverso à tarde. “O único lugar do mundo que tem três pistas é o Rio Tavares. E ainda parece um queijo suíço”, disse, explicando que a rodovia está “toda furada, cheia de buraco”. E resumiu: “A nossa rodovia é uma vergonha.” O recado ao Executivo estadual: “Dá uma olhadinha pelo sul da ilha, que lá também tem gente que vota.”
Pré-candidato a federal: “a Grande Florianópolis está desassistida”
Gemada confirmou a pré-candidatura a deputado federal e disse ter negado o convite por cinco meses antes de aceitar, após conversar com a família, o grupo político e a assessoria. Afirmou que o prefeito o colocou no projeto e que a dobradinha será com o pré-candidato a deputado estadual Fábio Botelho. Sobre uma eventual chapa com o colega de Câmara Mamá, foi seco: “Não seria boa, não.” Sobre a relação com ele, disse que “já foi melhor”, e explicou: “Quando tu é base, tudo é bom, todo mundo é amigo. A partir do momento que tu não é mais base, nada mais presta.” Garantiu, porém, que não falará mal de quem o ajudou.
O argumento central da candidatura é de representação regional. Segundo ele, o oeste, o sul e o norte do estado têm deputados federais próprios, e a Grande Florianópolis não. “A gente é um estado excelente. Mas a Grande Florianópolis está desassistida”, afirmou. Como evidência, citou o volume de recursos que enxerga chegando à capital, cerca de R$ 12 milhões por ano, com apenas um deputado estadual local, contra um número muito maior em outra região. Fez a ressalva de que não quer dizer que o meio-oeste não precise e que deseja bom trabalho aos parlamentares de lá, mas concluiu: “Já que eles não querem olhar, a gente tem que ir batendo essa pauta.”
Ele descartou candidatura apenas para compor nominata: “Para fazer nominata eu não estou indo.” E delimitou o que pretende fazer em Brasília: buscar recurso, apresentar projetos e fiscalizar o governo federal. “Eu sou um vereador de rua e quero ser um deputado de rua”, disse, acrescentando que seu gabinete é o que menos recebe agenda na Câmara porque ele atende as pessoas na rua. O entrevistador registrou que o tema já apareceu no estúdio com o pré-candidato a deputado estadual Osmar Teixeira, de Itajaí, que também apontou a fuga de recursos para outras regiões, e questionou como convencer o eleitor sem soar bairrista, lembrando campanhas do tipo “o voto de Tijucas fica em Tijucas”.
Cota da tainha: “tem que acabar”
Na pauta da pesca, Gemada foi taxativo ao defender o fim da cota da tainha. Ex-presidente da comissão de pesca, argumentou que a restrição cria desigualdade regional: “Por que só em Santa Catarina? Rio Grande do Sul não tem cota. Paraná não tem cota.” Sustentou que a cota é incompatível com a imprevisibilidade da safra, porque o peixe às vezes passa no início, às vezes no fim, às vezes por fora, às vezes o mar está ruim, e afirmou que em algumas praias a tainha passou justamente nos dias em que a pesca já estava travada. O entrevistador ponderou que, apesar de todo o embate, no fim da temporada sobrou cota sem ser usada. O vereador respondeu que ninguém adivinha o comportamento do cardume.
Ele também reclamou da falta de conhecimento técnico no governo federal. Contou que se reuniu com o então ministro da Pesca, pernambucano, cujo nome não lembrou durante a entrevista, e que o próprio ministro admitiu desconhecer o assunto local, sem saber diferenciar o lado sul do lado norte de Santa Catarina nem onde a pesca é mais tranquila. “A maioria das vezes o pescador conhece mais que o secretário, conhece mais que o ministro”, disse, defendendo que se ouçam as associações e a comunidade pesqueira. Lembrou que aprendeu com o avô, pescador, mas que ele mesmo não é pescador.
Sobre o abate de lula, proibido por decisão federal e liberado pelo governo do estado, conforme relatou o entrevistador, a resposta seguiu a mesma linha: colocar gente com conhecimento de área nos cargos e ouvir de verdade. Gemada citou ainda uma reivindicação local: liberar o uso de motor em algumas praias para a saída dos barcos, já que “a gente está perdendo o remeiro”, mesmo reconhecendo que isso mexe com a tradição e a cultura da pesca de arrasto.
População em situação de rua: “separar o joio do trigo” e o decreto derrubado
O trecho mais duro da entrevista tratou da população em situação de rua. Gemada defendeu distinguir dois grupos: “Tem que separar o joio do trigo.” Reconheceu que há quem esteja na rua por doença, problema familiar ou histórico de vida e que precisa de acolhimento e recuperação. Mas afirmou que outros estão infiltrados para praticar furtos, e para esses propôs rigor: “Bambu nas costas, bota lá para cumprir.” Chegou a estimar que 90% estariam ali para tirar proveito da situação e disse que muitos recusam emprego e preferem pedir dinheiro no semáforo.
Relatou ter flagrado pessoalmente um furto de fios sobre o elevado na Costeira, por volta de uma da manhã, e ter dado cinco voltas no local até a Guarda Municipal chegar. Segundo ele, o autor estava de volta pouco depois com um carrinho de mercado. Citou também a via expressa, furtada mais de cinco vezes. O entrevistador acrescentou conhecer pessoas com 20, 30 e até 50 passagens policiais em Florianópolis e registrou que o vereador Afrânio Boppré (PSOL) defende justamente o oposto, legislação mais flexível, porque haveria gente presa em excesso. O diretor do JR disse discordar de 99% da posição de Boppré, mas o classificou como “um querido” e defendeu o debate.
Sobre a distribuição de comida, o vereador diz que a intenção do decreto de Topázio Neto foi mal compreendida. Afirmou não ser contra alimentar quem precisa, e lembrou que, como ex-presidente do Conselho Comunitário do Rio Tavares, conviveu com grupos que fazem sopa, mas defendeu centralizar a entrega em local definido, com cadastro. “Não estou negando: vai lá e leva na passarela”, exemplificou. O problema, na versão dele, é o espalhamento: com carros distribuindo marmita em vários pontos, a prefeitura perde o controle e a área da Catedral fica, nas palavras dele, “uma vergonha de lixo”. A Justiça, porém, determinou a revogação do decreto após ação de grupos ligados à esquerda.
Ele reclamou que qualquer iniciativa municipal termina judicializada: “Se não for do jeito deles, é Ministério Público.” Disse respeitar o trabalho do órgão, mas cobrou que se vá a campo antes de embargar. Citou a antiga rodoviária, com moradores em situação de rua ao redor e sobre o telhado, e defendeu a demolição ou a reconversão do prédio em espaço público, ressalvando que não é engenheiro nem técnico e que a Defesa Civil deveria avaliar. E apontou um efeito colateral: as pessoas estão saindo do centro e se espalhando para os Ingleses e o Campeche.
A conversa também comparou realidades. O entrevistador contou que, numa viagem a São Paulo, tirou o relógio no metrô ao perceber que era o único usando um, e disse que a preocupação é evitar que Florianópolis siga esse caminho. Na avaliação dele, a capital ainda é muito segura, embora crime exista. Gemada, por sua vez, disse não se preocupar com a disputa nacional: “Hoje eu não estou preocupado com a briga do Lula e do Bolsonaro. Estou preocupado com a minha cidade.”
Avaliação do governo Lula e os projetos na Câmara
Alinhado à direita, ex-PL e hoje no Podemos, Gemada avaliou o governo Lula pela ótica da distribuição de recursos. Afirmou que não vê igualdade no tratamento a Santa Catarina e que o presidente poderia aplicar mais no estado, inclusive por cálculo político: “Se ele quisesse conquistar mais eleitores aqui, ele tinha que fazer mais aqui, porque aqui é o local que ele tem menos votos.” Segundo ele, o estado é o segundo com menor percentual. Mas dividiu a responsabilidade: disse que, mesmo sendo apoiador de Jorginho Mello, o governador não pode negar o apoio do governo federal, porque quem perde é o povo catarinense, independentemente de quem esteja na Presidência e mesmo quando ele discorda de atitudes do governo Lula.
Entre os projetos que tramitam na Câmara de Florianópolis, listou gratuidade na Zona Azul para pacientes em tratamento continuado em hospital, por meio de carteirinha; obrigatoriedade de cadeira de rodas em locais públicos e privados; e um sistema de farmácia credenciada, em que o contribuinte retira o medicamento que falta na rede pública e a prefeitura paga a conta depois. Ele diferenciou o papel do vereador do que chamou de “vereador federal”, aquele que sobe à tribuna só para falar de Brasília. “O vereador é a ponta, é o que chega mais próximo ao povo”, disse, afirmando que cobra emenda impositiva de deputados estaduais e federais para trazer recurso ao município.
O apelido: ovo no ônibus, surra do pai e uma semana lavando rodados
A origem do apelido ficou para o fim. Aos 14 anos, já cobrador, Gemada foi convidado por amigos a atirar ovos em ônibus no fim das aulas. Erraram o coletivo e acertaram uma casa. O morador identificou o grupo e avisou que havia um cobrador envolvido. O fiscal chamou o pai dele, motorista da mesma empresa. “Meu pai me pegou pela orelha, me deu uma surra”, contou. Depois, o levou até o dono da companhia, o senhor Waldir Gomes.
O empresário deu o sermão, “cuspindo no prato que tu come”, mas não o demitiu, em consideração ao pai. No lugar da demissão veio o castigo: macacão, bota e uma semana na garagem lavando os rodados dos ônibus. A partir dali, os colegas passaram a gritar “gemada” todas as manhãs na saída dos carros. A gozação ganhou reforço quando abriram sua marmita e puseram um ovo dentro. “Que bom que o apelido pegou”, disse. Ele agradeceu publicamente ao pai, já falecido, e a Waldir Gomes, a quem entregou uma honraria como vereador.
Gemada foi eleito na primeira disputa com 1.839 votos e afirma ter triplicado a votação na seguinte sem pagar ninguém para segurar bandeira, e desafiou quem tenha recebido a aparecer. Diz ter atuado com cerca de 226 pessoas mobilizadas por gratidão, não por cachê. Sobre a prioridade no atendimento, definiu: se a rua de um desconhecido tiver problema mais grave que a do amigo, atende primeiro quem mais precisa. E fechou negando o rótulo de benfeitor: “Eu não ajudei, eu trabalho, eu recebo para isso.” Também disse não desprezar quem o antecedeu, “tem outros políticos que fizeram um bom trabalho também”, e prometeu não abandonar as origens caso chegue a Brasília.











































