Duas semanas depois de já ter sido oficializado candidato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai lançar a campanha à reeleição pela segunda vez. O novo ato está marcado para o dia 16 de agosto, e desta vez o desafio anunciado é outro: lotar um estádio.
O primeiro lançamento aconteceu no dia 2 de agosto, quando a Convenção Nacional do PT oficializou a candidatura de Lula, com Geraldo Alckmin novamente como vice, num pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo, com capacidade para até três mil pessoas. Na ocasião, sete partidos do campo progressista se uniram em torno da chapa já no primeiro turno: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT.
A candidatura foi registrada na Justiça Eleitoral na noite de sexta-feira (7), pela coligação batizada de Brasil Pronto Pra Mais. Com o registro carimbado, a campanha decidiu repetir a dose, agora em escala muito maior.
Da convenção ao estádio
O segundo lançamento será no dia 16 de agosto, às 9h, no Estádio 1º de Maio, a antiga Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). Se o pavilhão da convenção comportava três mil pessoas, agora a meta é encher uma arena inteira.
A convocação partiu do próprio presidente. No sábado (8), durante ato de comemoração dos 30 anos do MTST em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, Lula chamou a militância para o lançamento oficial da candidatura no estádio, no mesmo palanque em que prometeu 3 milhões de casas contratadas até dezembro pelo Minha Casa, Minha Vida.
O PT trabalha para entregar a casa cheia. A uma semana do evento, o partido e os aliados se mobilizam em diferentes frentes para levar público à arena, com peças de tom emocional nas redes sociais que exaltam a história e o legado do presidente, além de materiais prontos para compartilhamento em grupos e mídias digitais. A campanha digital, no ar desde 5 de agosto, foi batizada de “Lula: onde tudo começou”.
Por que repetir o lançamento
A escolha do palco explica a aposta na repetição. A Vila Euclides foi o epicentro das greves dos metalúrgicos do ABC no fim dos anos 1970, movimento que projetou nacionalmente a liderança sindical de Lula, e recebeu em 1979 o lançamento da Carta de Princípios do PT, num ato com cerca de 130 mil pessoas. Aliados tratam a campanha de 2026 como a despedida do petista das disputas eleitorais, e a imagem de um estádio lotado no ponto de partida é vista como o retrato que a campanha quer produzir.
O registro na Justiça oficializa a oitava disputa presidencial de Lula, que pode chegar ao quarto mandato se for eleito, com um programa de governo de 84 páginas que coloca a defesa da soberania nacional como eixo central. Depois do ato no estádio, o presidente deve viajar a estados considerados prioritários para a reeleição, como Minas Gerais.






































