A Prefeitura de Balneário Camboriú demitiu uma servidora que recebeu salário de forma indevida e vai cobrar dela a devolução de R$ 120.664,63. A demissão foi publicada na Portaria nº 34.743/2026, no dia 23 de outubro, depois de um processo administrativo disciplinar (PAD). A servidora era fonoaudióloga, lotada na Secretaria Municipal de Educação.
Em nota, a prefeitura informou, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, que o Departamento de Folha de Pagamento calculou o prejuízo aos cofres públicos em R$ 120.664,63. A ex-servidora será notificada para devolver o valor integral. Se ela não pagar, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) vai adotar as medidas judiciais para recuperar o dinheiro.
A PGM também determinou que o caso fosse comunicado à polícia. Segundo a prefeitura, um ofício foi enviado à Polícia Civil para pedir a apuração de uma possível apropriação indébita ou de outro crime que apareça na investigação. Conforme a nota, o procedimento está em andamento.
A irregularidade foi apontada pela própria Secretaria de Gestão de Pessoas, num ofício de resposta a um pedido de informação. No documento, a secretaria calculou de forma preliminar R$ 166.889,85 em pagamentos indevidos, nos períodos de abril a outubro de 2022 e de março a dezembro de 2025. O ofício também informa que a servidora foi notificada para se manifestar e que a secretaria abriu o PAD para apurar os fatos.
O pedido de informação partiu do vereador Naifer Neri (Novo), que denunciou o caso no começo do ano e chamou a servidora de “funcionária fantasma”. Segundo o gabinete dele, a situação apareceu numa fiscalização sobre o pagamento do auxílio-assiduidade. O vereador divulgou o ofício da secretaria em março.
Segundo a prefeitura, os fatos apurados no PAD começaram na gestão anterior. A nota afirma que coube à atual administração concluir o procedimento disciplinar e adotar as providências administrativas, judiciais e policiais para a responsabilização e o ressarcimento dos cofres públicos.
Depois da demissão, o vereador disse que vai acompanhar a cobrança. “Os pagadores de impostos de Balneário Camboriú não podem ficar no prejuízo”, escreveu Naifer nas redes sociais. Segundo o gabinete, somados os valores ligados à previdência, o montante passaria de R$ 200 mil.
O nome da ex-servidora não foi divulgado. O espaço segue aberto para a defesa dela.
O caso segue em duas frentes. Uma é a cobrança dos R$ 120.664,63, primeiro pela via administrativa e depois na Justiça, se não houver pagamento. A outra é a investigação da Polícia Civil.
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