O governador licenciado de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve em Tijucas nesta semana e disse que o foco de um eventual novo mandato será preparar o estado para um horizonte de três décadas. A visita ocorreu em um momento em que as pesquisas apontam o candidato com 58% das intenções de voto, uma diferença de aproximadamente 40 pontos percentuais para o segundo colocado na disputa ao Palácio Santa Catarina.
Em entrevista ao Jornal Razão, Jorginho resumiu assim a diretriz que pretende adotar caso seja reeleito. “Nós estamos preocupados em projetar Santa Catarina já no próximo mandato, para daqui a 30 anos preparar o Estado, que esse é um Estado vencedor, é um Estado que orgulha o Brasil”, afirmou.
Questionado se já se considera vitorioso diante da vantagem registrada nos levantamentos, o governador licenciado evitou cravar o resultado e lembrou que ainda faltam mais de 20 dias até o encerramento da campanha, marcado para 4 de outubro. “A campanha termina dia 4 de outubro do mês que vem, faltam 20 e poucos dias, mas vamos continuar trabalhando”, disse.
Para explicar o momento da disputa, ele recorreu a uma imagem do campo. “Eu considero para mim campanha época de colheita. Quem plantou vai colher, quem não plantou não adianta ficar nervoso que não vai colher”, declarou.
Jorginho contou que se licenciou do cargo justamente para percorrer o estado com mais liberdade durante o período eleitoral. “Estou andando, visitando com mais desenvoltura, me licenciei do governo para ficar mais livre, para poder visitar as pessoas, estar no meio do povo, que é isso que eu gosto”, afirmou.
Ao falar sobre os gargalos catarinenses, o candidato à reeleição apontou as obras federais inacabadas como o principal problema a ser destravado. Segundo ele, o próximo mandato pode contar com articulação mais direta em Brasília. “Imaginou o privilégio que nós vamos ter, ter o irmão do presidente e outra senadora afinadíssima para reivindicar, para resolver esses caroços de Santa Catarina que nunca se resolve”, disse.
A crítica veio acompanhada de um diagnóstico sobre a sucessão de gestões sem entrega. “Entra governo, sai governo e as obras federais não terminam. E isso está atravancando Santa Catarina”, afirmou o governador licenciado.
A visita a Tijucas também serviu de palco para um apelo contra a abstenção, tema da campanha Vote com Razão, do Jornal Razão, voltada a eleitores que consideram votar em branco ou nulo. Jorginho citou números da última eleição para reforçar o recado. “Na última eleição, 1 milhão e 400 mil eleitores não votaram só em Santa Catarina, 30 milhões no Brasil. Nós precisamos votar”, disse.
Ele completou defendendo a participação como forma de escolha efetiva. “É o momento de você colocar a tua impressão digital e ir elegendo quem você quer eleger”, afirmou.
A candidata ao Senado Carol De Toni, que acompanhou a agenda, seguiu a mesma linha e relacionou a abstenção ao resultado da disputa presidencial anterior. “30 milhões de brasileiros não foram votar. E nós perdemos a última eleição por 1 milhão 69 mil e 300 votos”, declarou.
Segundo a candidata, cerca de 1 milhão de catarinenses deixaram de comparecer às urnas naquele pleito. “Ou seja, se boa parte, só os catarinenses que não foram votar, fossem votar, a direita já venceria no nosso país”, disse. Ela dirigiu um recado direto ao eleitor desiludido: “Incentive, fale com as pessoas que estão desacreditadas. O Brasil tem jeito, nós não queremos morar em outro país, nós queremos morar em outro Brasil”. Jorginho fechou o bloco com a frase “Vote com razão e com coração”.
Anfitrião da visita, o prefeito de Tijucas, Maickon Sgrott, destacou a parceria com o governo estadual nos últimos dois anos. “É um prazer imenso ser prefeito de Tijucas e dizer que o braço forte do governo do estado está aqui para auxiliar, como assim fez no ano de 2025 e 2026”, afirmou.
O prefeito declarou ainda que vai trabalhar pela reeleição do governador. “A gente torce muito e vai trabalhar muito para que isso aconteça, e nos próximos quatro anos a gente tenha prosperidade, aí do nosso estado continuar avançando cada vez mais. Afinal, nosso estado é exemplo para todo o país”, disse.
A campanha eleitoral segue até 4 de outubro, quando os catarinenses vão às urnas para escolher governador, dois senadores, deputados federais e estaduais, além de votar para presidente da República.






















