No palco da convenção estadual do PL que o lançou presidenciável, neste sábado (1º), na Grande Florianópolis, Flávio Bolsonaro reservou o trecho mais duro do discurso para a segurança pública e avisou que não pretende suavizar o tom.
“Não vou ter pena de vagabundo, de bandido. Pode me chamar de radical”, declarou o senador, diante de um público estimado em 15 mil pessoas.
A promessa central é fazer o preso pagar a própria conta. “Preso no nosso governo vai ser obrigado a trabalhar pra sustentar sua estadia, pra indenizar o povo brasileiro. Pra indenizar as famílias que ele desgraçou, um assaltante, um assassino”, afirmou.
Flávio prometeu endurecer a legislação penal em conjunto com deputados e senadores aliados. “Bandido perigoso vai ser preso. Ladrão de celular vai pegar no mínimo oito anos de cadeia, vai ficar preso”, disse.
O pacote inclui a redução da maioridade penal. “Eu vou precisar do Carlos, da Carol, do Seif que tá aqui, do Rogério Marinho, dos deputados que estão aqui, pra reduzir a maioridade penal pra catorze anos. Quando um marginal de catorze anos estuprar uma mulher ou uma criança, vai responder como adulto”, declarou, citando os candidatos ao Senado por Santa Catarina e aliados presentes.
Rearmamento
O presidenciável também prometeu retomar a política de armas do governo do pai. “Eu vou garantir de novo o direito à legítima defesa da família brasileira. Com o presidente Bolsonaro, quem tinha arma pra se defender era cumpridor da lei. Hoje, quem tem arma é bandido e o cidadão tá desarmado”, afirmou.
Ao amarrar as promessas, o senador resumiu o plano de governo em uma frase. “É assim que a gente vai mudar o nosso país: investindo em educação, com a mão pesada em cima de criminosos, reduzindo imposto e garantindo segurança jurídica no nosso Brasil”, disse.
As penas e prazos citados são promessas de campanha apresentadas pelo candidato no palco, sem detalhamento de projeto de lei ou proposta formal até aqui.
Entenda o caso
A convenção deste sábado oficializou a chapa do PL para 2026 em Santa Catarina: Jorginho Mello candidato à reeleição ao governo, Carlos Bolsonaro e Carol De Toni na disputa pelas duas vagas do Senado e a nominata de deputados, que inclui Renan Bolsonaro como candidato a deputado federal. A coligação reúne PL, Novo, Podemos, Republicanos, Democracia Cristã, Agir e a federação PSDB/Cidadania.
As convenções partidárias vão até 5 de agosto, e o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser feito até o dia 15. A eleição será em 4 de outubro.
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