O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi lançado nesta quarta-feira (4), em Brasília, como candidato da oposição à presidência do Senado. Ele vai disputar o cargo com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição.
A deputada federal Caroline de Toni (PL), eleita senadora por Santa Catarina em outubro, acompanhou a coletiva ao lado de Marinho. O lançamento ocorreu depois de uma reunião do PL com senadores de outros partidos da oposição.
“Nós fomos escolhidos entre os nossos companheiros pra representarmos a oposição nessa empreitada”, disse Marinho. Segundo ele, o Novo veio “na sua integralidade” e senadores do PP e do Republicanos também apoiam a candidatura.
“Ninguém está acima da lei”
Questionado sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marinho disse que não fará campanha com esse tema, e sim com o “respeito à Constituição brasileira”. Mas avisou: “Eu lhes afirmo, nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei”.

“Se algum ministro do Supremo Tribunal Federal cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos”, afirmou o senador.
Marinho também foi perguntado sobre a atuação de ministros do STF junto a senadores na eleição de 2023, quando perdeu a disputa para Rodrigo Pacheco. Ele chamou esse tipo de interferência de “indesejada, antidemocrática e antirrepublicana”. “A Justiça no Brasil, de acordo com a Constituição, tem que ser inerte. Não pode ser um ator político”, disse.
Anistia e Senado “carimbador”
Sobre a anistia, Marinho afirmou que a pauta “foi impedida, de fora pra dentro, de tramitar dentro do Congresso”. “Se você tem um Parlamento que tá amedrontado, amordaçado, impedido de funcionar porque tá sendo extorquido, chantageado e pressionado de uma forma espúria, eu lhes garanto que isso não é democracia”, declarou.
O senador disse considerar a anistia correta e que, se for eleito, o projeto vai tramitar como qualquer outro. “O que a maioria decidir é o que vai acontecer. Não vai haver imposição nem coação”, afirmou.
Para Marinho, o Senado sempre foi “a casa da moderação” e hoje “é uma carimbadora de projetos”, uma espécie de continuação do Poder Executivo. Ele também defendeu o voto aberto na eleição da Mesa: “Qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante, até pra que não haja estelionato eleitoral”.
Tereza Cristina fora do lançamento
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também quer disputar a presidência do Senado, não foi ao lançamento. Marinho disse que os dois estão do mesmo lado e vão convergir “no momento oportuno”. “Juntos faremos o possível pra derrotarmos o atual presidente, o senador Davi Alcolumbre”, afirmou.
A eleição para a presidência do Senado será em 1º de fevereiro de 2027, com voto secreto. Para vencer, o candidato precisa de 41 dos 81 votos. Alcolumbre, que tem o apoio público do presidente Lula, diz ter maioria para se reeleger.
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