A convenção estadual do MDB, realizada neste sábado (1º) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, marcou oficialmente a homologação da candidatura de Antídio Lunelli ao Senado, mas foi o discurso do ex-prefeito de Jaraguá do Sul que deu o tom do evento, que contou com a presença do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) e do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Diante de lideranças de todas as regiões do Estado, prefeitos, vereadores, deputados e militantes, Lunelli defendeu uma mudança na forma de fazer política no Brasil. Disse que o país precisa superar a lógica da polarização permanente e voltar a concentrar esforços naquilo que realmente importa para a população: crescimento econômico, segurança, geração de oportunidades e qualidade de vida.
Ao subir ao palco, o emedebista reivindicou o legado das siglas de centro na formação do Estado. “Os nossos partidos que ajudaram a construir Santa Catarina, seja do MDB, seja do PFL, do PSD, do Progressistas, que construíram este Estado maravilhoso, que indiscutivelmente é o melhor Estado da União”, afirmou.
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Recado aos extremos
Na sequência, elevou o tom contra os extremos do espectro político.
“Nós temos muito por fazer e entregar à nossa população. E nós vamos fazer a diferença, porque ninguém aguenta mais estes extremismos. O rio tem que correr no seu leito normal. Estes extremos estão acabando com o nosso país e também com o nosso estado de Santa Catarina.”
Lunelli também rebateu a ideia de que o campo conservador teria dono. “Hoje, parece que se você não participar do 22, você não é de direita. Tem direita no MDB, no PSD, no União Brasil. Tem direita em todos os partidos”, disse, em referência ao número do PL, partido do governador Jorginho Mello, que no mesmo sábado homologou a candidatura à reeleição em convenção na Arena Opus, em São José.
“Chega de uma política baseada apenas em conflito, disputa e redes sociais. O Brasil precisa voltar a discutir o que realmente interessa às pessoas. Política existe para resolver problemas, fazer reformas, melhorar a vida de quem trabalha, empreende e produz. O resultado precisa voltar a ser mais importante do que a briga”, afirmou.
Da roça ao Senado
Ao longo do discurso, Lunelli reforçou a marca que vem adotando desde o início da pré-campanha: gestão, responsabilidade e entrega de resultados. Lembrou a origem simples e a trajetória no setor produtivo antes da vida pública. “Eu que venho lá da roça, criado na roça, trabalhei de empregado”, contou, ao citar a empresa da família, que completa 45 anos no dia 1º de outubro e emprega mais de 5.200 colaboradores, e a passagem pela Prefeitura de Jaraguá do Sul, onde afirma ter sido o único prefeito da história do município reeleito com mais de 70% dos votos.
“Resultado não nasce do improviso. Nasce de trabalho, responsabilidade e coragem para fazer o que precisa ser feito. Foi assim na iniciativa privada, foi assim na Prefeitura de Jaraguá do Sul e é assim que pretendo atuar no Senado.”
O candidato também afirmou que Santa Catarina precisa ter uma representação firme em Brasília, capaz de defender os interesses do Estado acima das disputas ideológicas.
“O Senado precisa voltar a ser um espaço de construção, diálogo e defesa dos estados. Santa Catarina não pode continuar recebendo menos do que entrega ao Brasil. Precisamos discutir infraestrutura, segurança, competitividade, redução da burocracia e as reformas que o país espera há tantos anos.”
A chapa
A candidatura de Lunelli integra a aliança formada por PSD, MDB, Progressistas e União Brasil, dentro da chapa liderada por João Rodrigues (PSD) ao governo do Estado, que tem o deputado federal e presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, como candidato a vice-governador. A segunda vaga ao Senado da coligação é disputada pelo senador Esperidião Amin (PP), confirmado à reeleição na convenção do Progressistas na sexta-feira (31). Sobre a dobradinha com o veterano, Lunelli brincou que os dois “não precisam de GPS para andar no Estado”.
A convenção acontece no ano em que o MDB completa 60 anos de atuação em Santa Catarina e conclui a formação da chapa que o partido levará às urnas em outubro, incluindo as nominatas de candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.












































