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Eleições 2026

Olha o que Janja fez com essa eleitora em cima da caminhonete de Lula

A cena foi registrada no fim de uma caminhada de campanha de Lula e outros candidatos locais em Juazeiro do Norte (CE), Cariri cearense.

Janja retira os bracos de uma eleitora do pescoco de Lula em cima de uma caminhonete durante caminhada em Juazeiro do Norte
Reproducao/Redes sociais
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Uma eleitora subiu na caminhonete que levava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas ruas de Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, e enlaçou o pescoço dele com os dois braços. Lula retribuiu o gesto por alguns instantes. Ao lado, coube à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desfazer o nó.

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Janja retira os braços de uma eleitora do pescoço de Lula em cima de uma caminhonete em Juazeiro do NorteAssistir no Instagram

O vídeo abre no Instagram, em uma nova aba

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A cena aconteceu na noite desta sexta-feira (4), no encerramento de uma caminhada que reuniu Lula, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e outros aliados. O presidente cumprimentava apoiadores em pé na carroceria de um veículo aberto quando a mulher se aproximou e se apoiou na lateral para alcançá-lo.

As imagens não mostram agressão nem hostilidade por parte da apoiadora. A intervenção veio pela duração e pela intensidade do abraço, com Lula curvado sobre a estrutura do carro no meio da multidão. Na tentativa de mantê-lo junto a ela, a mulher chegou a puxar o presidente e provocou um desequilíbrio no veículo.

Janja interveio, puxou Lula para afastá-lo da eleitora e, durante a movimentação, o presidente segurou a grade da carroceria para manter o equilíbrio. A mulher soltou Lula pouco depois e deixou o veículo. A caminhada seguiu.

O abraço não foi a primeira intervenção da primeira-dama na agenda. Janja permaneceu ao lado do marido nos cerca de dois quilômetros percorridos pelas ruas da cidade e usou uma toalha para enxugar o suor dele por causa das altas temperaturas.

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O que o vídeo entrega, portanto, é isso: uma primeira-dama tirando os braços de uma apoiadora do pescoço do marido em cima de uma caminhonete. O resto é leitura de cada um. As imagens, isoladamente, não permitem determinar a motivação da primeira-dama, e não há até o momento declaração pública de Janja, de Lula ou da eleitora que confirme discussão, ciúme ou desentendimento.

Isso não impediu a internet de escalar times. O registro foi compartilhado por perfis políticos e veículos de comunicação com descrições bem diferentes: parte classificou a atitude como tentativa de proteger o presidente e encerrar o abraço; parte atribuiu a reação a uma suposta crise de ciúme.

De um lado ficou quem viu proteção. Lula tem 80 anos, estava em pé em um carro cercado por uma multidão, sem barreira entre ele e a rua, e o puxão quase o levou junto. Nas redes, apoiadores da primeira-dama defenderam a postura justificando a segurança do presidente em disputa pela reeleição.

Do outro, quem viu exagero. Publicações críticas exploraram o fato de a primeira-dama estar com um pano na mão enquanto afastava a mulher e acusaram Janja de desprezo pela apoiadora. A toalhinha que servia para secar o suor virou peça de acusação em menos de 24 horas.

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A caminhada era o ato principal da viagem. Lula foi ao estado para apoiar a reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo cearense e as candidaturas de Cid Gomes (PSB-CE) e de Luizianne Lins (Rede-CE) ao Senado. A manifestação reuniu milhares de pessoas e terminou com um comício.

Antes do ato, o presidente passou por Crato (CE), onde visitou as obras do Cinturão das Águas do Ceará, acompanhado da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e dos ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional).

Janja participa das atividades eleitorais de Lula mesmo sem exercer cargo formal na campanha, entra nas discussões de estratégia e deve cumprir agendas próprias em diferentes estados. Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a atuação dela inclui a mobilização do eleitorado feminino. Nenhum dos três envolvidos comentou o episódio até agora.

A imagem que rodou o país saiu do celular da repórter Carolina Nogueira, do Metrópoles, que cobria a caminhada. Uma campanha inteira desenhada em palanque, comício e horário eleitoral, e quem pautou o fim de semana foram poucos segundos de abraço apertado em cima de uma caminhonete.

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