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Eleições 2026

“Não é lugar”: reitoria manda retirar bandeiras de campanha de dentro do campus da UFSC em Florianópolis

Faixas com nomes de candidatos e números de urna apareceram em áreas de circulação da universidade na quarta-feira (2), e o material foi removido no mesmo dia, depois que a reitoria foi oficiada.

“Não é lugar”: reitoria manda retirar bandeiras de campanha de dentro do campus da UFSC em Florianópolis
Foto: Reprodução
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A reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina determinou a retirada de bandeiras e faixas de campanha política instaladas dentro do campus de Florianópolis e proibiu esse tipo de manifestação nas áreas internas da universidade. O material apareceu na quarta-feira (2) e foi removido no mesmo dia, assim que a administração foi comunicada.

O campus amanheceu tomado por bandeiras presas a postes e fincadas em canteiros, ao longo de calçadas e áreas verdes por onde circulam estudantes, servidores e professores todos os dias. As peças traziam nomes de candidatos, número de urna e imagens de lideranças políticas nacionais, no formato clássico de propaganda de rua, montado dentro de um espaço público federal.

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O registro das bandeiras espalhadas pela universidade circulou nas redes sociais ainda pela manhã e ganhou tração rápido entre moradores de Florianópolis. As imagens mostram o material instalado em pontos de grande visibilidade, próximo a vias internas e áreas de convivência do campus.

Bandeiras de campanha presas a postes e árvores dentro do campus da UFSC em Florianópolis
Bandeiras de campanha instaladas em postes, canteiros e árvores dentro do campus da UFSC em Florianópolis. Foto: Reprodução/Redes sociais

A reação da reitoria foi imediata. Depois que a administração foi oficiada sobre a presença do material, a retirada aconteceu na hora, sem que fosse aberto qualquer prazo para que os responsáveis recolhessem as peças por conta própria.

A orientação vai além do episódio isolado. A nova gestão sinalizou que pretende manter uma postura mais neutra da universidade em relação à sociedade, o que na prática significa manter as áreas comuns do campus livres de material de campanha durante o período eleitoral.

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A decisão tem respaldo na legislação eleitoral. A Lei das Eleições veda a propaganda em bens de uso comum e em prédios públicos, categoria em que se enquadra o campus de uma universidade federal. Quem descumpre a regra fica sujeito a multa e à obrigação de restaurar o bem ao estado original.

O contexto pesa: com a campanha em curso até outubro, espaços públicos de grande circulação viraram alvo prioritário de militância de rua. Universidades federais estão entre os pontos mais disputados, porque concentram milhares de pessoas por dia e funcionam como vitrine urbana em cidades como Florianópolis.

O QUE DIZEM NAS REDES

Nas redes, a maioria das reações apoiou a decisão da reitoria. “Universidade é lugar para estudar e não para fazer campanhas políticas”, escreveu uma seguidora. Outro comentário resumiu o tom dominante: “Perfeito, universidades e escolas não podem ser palanques políticos.” Boa parte das mensagens defendeu que a medida vale para qualquer lado do espectro, sem exceção.

Houve também quem criticasse. Parte dos comentários sustentou que política pode ser discutida em qualquer lugar e cobrou que alunos, professores e servidores não aceitassem a determinação. Outro leitor questionou o próprio conceito usado para justificar a retirada, argumentando que o que está sendo chamado de neutralidade seria, na verdade, uma postura apolítica que esvazia o papel da universidade.

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O ponto que separa as duas leituras é o que exatamente foi barrado. A medida atinge a ocupação física do campus por material de campanha instalado em áreas comuns, e não o debate político em sala de aula, em eventos acadêmicos ou entre grupos organizados dentro da comunidade universitária.

A fiscalização da propaganda em bens públicos cabe à Justiça Eleitoral, que pode ser acionada por qualquer eleitor mediante representação contra os responsáveis pela colocação das peças. Até agora, não há informação sobre quem instalou o material no campus nem sobre eventual identificação das candidaturas envolvidas.

O caso deve servir de parâmetro para o restante do calendário eleitoral. Com a campanha entrando na reta final, a expectativa é que a reitoria mantenha a mesma resposta caso novas bandeiras apareçam nas áreas internas da universidade.

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