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em Política

Santa Catarina acaba com cotas para negros, pardos e indigenas em universidades

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 11/12/2025 10h18 | Atualizado há 84 dias
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Projeto segue para sanção do governador Jorginho Mello e promete desencadear disputa jurídica sobre o futuro das políticas de inclusão no ensino superior catarinense.

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, em uma das sessões mais tensas do ano, o projeto de lei que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas nas universidades públicas estaduais e em instituições que recebem verbas do governo catarinense. A proposta, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), recebeu sete votos contrários e segue agora para sanção do governador Jorginho Mello (PL), que já havia criticado editais com reservas de vagas consideradas indevidas.

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O texto mantém apenas três tipos de reserva de vagas: para estudantes em vulnerabilidade econômica, para Pessoas com Deficiência (PCDs) e para alunos oriundos de escolas públicas. Todas as demais modalidades de cotas, como raciais, indígenas, quilombolas ou de gênero, passam a ser vedadas. O projeto ainda estabelece punição de multa de R$ 100 mil e corte de repasses às instituições que desrespeitarem a nova regra.

Autor defende mérito e critica cotas raciais

Durante a discussão, o deputado Alex Brasil afirmou que o objetivo é valorizar o mérito e impedir o que chamou de “deturpação das cotas” em Santa Catarina. Ele mencionou editais da Udesc que reservavam vagas para estudantes de fora do estado e defendeu que o critério econômico deve prevalecer.

“Nós não estamos aqui para dizer se é a cor ou a orientação sexual que dá direito a ser financiado pelo catarinense. Estamos dizendo que, se há precariedade social e econômica, essa pessoa precisa ser atendida pelo Estado.”

Deputado Alex Brasil

O parlamentar argumentou ainda que a cota racial deixaria de cumprir seu propósito quando aplicada a pessoas com alta renda. Para ele, priorizar quem tem menos condições financeiras “corrige distorções” e fortalece a justiça social.

Oposição denuncia “apagamento histórico” e aponta inconstitucionalidade

A reação da oposição foi imediata. O deputado Marquito (PSOL) acusou o projeto de violar a Constituição e ignorar desigualdades raciais reconhecidas em nível nacional.

“Dizer que Santa Catarina não pode ter cotas raciais ou indígenas é negar nossa realidade. As cotas são instrumentos de reparação histórica. Esta proposta viola, violenta e apaga populações invisibilizadas.”

Deputado Marquito

O deputado Fabiano da Luz (PT) reforçou os argumentos com dados socioeconômicos, citando disparidades persistentes entre negros e brancos.

“Pessoas negras ganham em média 40% menos que pessoas brancas. Retirar cotas é ignorar dados e reforçar desigualdades sob o discurso vazio da meritocracia.”

Deputado Fabiano da Luz

A oposição afirmou que, se sancionado, o projeto deve ser judicializado e tem grandes chances de ser considerado inconstitucional.

Centro tenta conciliar: “discriminação existe, mas cota deve ser econômica”

Parlamentares do centro político reconheceram a existência de discriminação racial, mas defenderam que a reserva de vagas deve se basear exclusivamente na renda, não na cor.

“Discriminação existe, isso é fato. Mas a cota deve ser para o pobre, para quem realmente não teve condições.”

Deputado Maurício Peixer

O deputado Carlos Humberto (PL) afirmou que a mudança não exclui populações vulneráveis, mas “as inclui de forma mais justa”, ao priorizar o critério econômico.

Discurso mais emocional marca sessão: “pensem nas pessoas”

Uma das falas mais marcantes veio da deputada Paulinha (Podemos), que defendeu a permanência das cotas raciais e relatou episódios de racismo vivenciados por jovens negros.

“Um jovem negro não pode sair à rua como a minha filha. Não pode estar mal vestido no ônibus porque vão achar que vai roubar alguém. Negar isso é desonroso. As cotas ainda são necessárias.”

Deputada Paulinha

A deputada apelou para que os colegas não transformassem o debate em disputa ideológica e considerassem a realidade vivida por minorias.

Encerramento e votação

Antes da votação, parlamentares como Ana Campanholo (PL) e Jessé Lopes (PL) defenderam que ser contra cotas não significa ser racista, mas adotar uma visão diferente sobre inclusão e mérito.

“A cota exclui pessoas. Não faz sentido um aluno pobre perder a vaga para outro com a mesma condição econômica só por causa da cor.”

Deputado Jessé Lopes

Com discussões encerradas, o projeto foi aprovado e agora depende da sanção do governador Jorginho Mello. Caso seja confirmado, Santa Catarina se tornará o primeiro estado do país a proibir cotas raciais nas universidades públicas.

A oposição promete levar o caso à Justiça, enquanto o governo afirma que a nova lei corrige distorções e fortalece a inclusão por renda. O tema deve seguir gerando repercussão política e jurídica nos próximos meses.

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